Lojas e marcas

ALLU: a nova marca nacional de aluguer de acessórios para momentos especiais

A oferta inclui chapéus, diademas ou carteiras com detalhes arrojados. A reserva tem a duração de quatro dias.
Fotografia: Carminho Queiroga com tocado Madrid

Margarida Brito Paes deu início à tradição de trocar roupa com as amigas ainda na adolescência. Sempre que iam de férias, usavam peças umas das outras. Os anos foram passando e à medida que a sua relação com o mundo da moda se estreito, o seu armário tornou-se uma paragem obrigatória antes de casamentos e outros eventos especiais.

A criativa trabalha como stylist, jornalista e relações-públicas há mais de uma década. Graças a este percurso, o seu guarda-roupa é mais arrojado e completo e, por isso mesmo, mais cobiçado quando uma cerimónia exige um visual cuidado.

A ALLU, uma nova marca nacional que junta “as peças certas” para dias especiais, veio apenas ampliar aquilo que já fazia com as amigas. Lançada em maio, a etiqueta reúne acessórios e adereços como chapéus, tocados, diademas e carteiras, que podem ser usados — sem que fiquem a ganhar pó no armário durante anos.

“O mercado em Portugal está a abrir-se a este tipo de consumo que já é uma tendência crescente lá fora. O estigma relativamente a alugar roupa diminuiu com a aposta no vintage e na segunda mão, mas ainda não havia muita oferta de acessórios”, explica a fundadora à NiT.

O foco neste segmento fez sentido para Margarida porque remete para as primeiras peças que criou quando começou a costurar, ainda miúda. Mais tarde, formou-se em design de moda, na faculdade de arquitetura da universidade de Lisboa, onde aprofundou o interesse por estes artigos. No entanto, o plano é expandir a oferta a outros itens.

“Não acho razoável comprar algo que vamos usar só uma vez”, sublinha. “Com os acessórios de festa, muitas vezes acabava por não comprar alguma coisa verdadeiramente original, porque achava que nunca mais lhe ia dar uso.”

Como funciona o aluguer

Atualmente, o catálogo da marca divide-se entre as criações próprias da ALLU e propostas de várias marcas. Tudo o que não é produzido pela fundadora é designado por um número, enquanto os restantes desenhos têm um nome. É o caso do tocado de Madrid, um dos bestsellers.

“A peça que toda a gente mais gosta é a que ninguém teve coragem de usar”, refere, acerca de um chapéu laranja com o formato de uma flor na parte dianteira. Um dos objetivos é precisamente adaptar-se a diferentes tipos de público (e eventos), mas desafiar as clientes a apostar em detalhes extravagantes.

Os alugueres têm a duração de quatro dias, podendo ser estendidos. A par do preço da peça, que varia entre os 10€ e os 50€, é cobrada uma caução que será devolvida no ato de entrega, caso as peças estejam em bom estado. É possível levar mais do que uma peça em simultâneo.

Margarida com um dos chapéus mais arrojados.

Os tocados têm ainda a vantagem de se adaptarem a diferentes pessoas, pois não incluem bandoletes fixas como as que normalmente se encontram à venda. “Cada uma pode usá-la na sua posição favorita, seja mais para a frente ou para trás”, frisa.

O feedback de quem já experimentou as peças tem sido consistente. Começam com algum medo de arrojar, mas o sucesso junto dos outros convidados ou dos fotógrafos é a motivação para arriscarem mais. “Para a próxima já vou com um mais arrojado”, repetem no final.

“Mesmo quem ainda não alugou nenhuma peça, reconhece que gostaria de o ter feito no ano passado ou há dois anos. Dizem-me que não há nada deste género em Portugal e a oferta que há à venda é caríssima”, refere. Margarida usa as suas criações nos casamentos das amigas para “fazer um teste de marcado”.

O nome do projeto deriva da palavra “aluguer” à qual se juntou o termo francês “allure” (fascínio). Foi quando a fundadora desenhou o nome num papel que ficou convencida com a ideia. Além de curto e fácil de dizer, achou que a combinação dos dois L era “esteticamente interessante”.

Neste momento, o foco é aumentar o stock existente e alargar o catálogo a produtos como capas. Os próximos lançamentos seguem a mesma premissa. Falamos de artigos “muito trabalhados a nível das cores e dos detalhes extravagantes”, mas que são relativamente fáceis de usar em várias ocasiões.

Margarida destaca ainda o objetivo de abrir um showroom, uma vez que é importante os clientes experimentarem os artigos. “As pessoas vêm ter comigo e tem dois vestidos pensados, então experimentam vários chapéus. E precisam de encontrar aquele que melhor encaixa.”

A marca está a desenvolver um site, sendo que numa fase inicial as vendas são feitas através da página de Instagram ou do contacto +351 910 699 522. 

Carregue na galeria para conhecer algumas das propostas da ALLU.

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