Lojas e marcas

Alma em Papel: a marca de papelaria criativa com ilustrações bucólicas e muito românticas

Vendem cadernos, blocos de notas e planners. Em cada artigo, são os desenhos que começam por contar as histórias.
Há uma história por trás de cada padrão.

Uma folha em branco é, possivelmente, uma das coisas que mais apela à criatividade. Isto porque, mesmo estando vazia, contém nela um número de possibilidades que fogem aos limites matemáticos. A Alma em Papel, um negócio de papelaria criativa, surgiu como uma ode a todo o trabalho que pode ser feito com uma (ou mais) folhas. Tudo o que é preciso é um pouco de imaginação.

Aos 41 anos, Patrícia Brissos, a fundadora, vive no campo e é o seu estilo de vida é uma parte intrínseca do projeto, ligado à natureza. Alimentou as duas paixões — pela ilustração e pelo papel —, desde cedo. E, se na idade adulta, a ligação passou pelo trabalho nos meios dos livros e por fundar uma editora com o marido, foi em criança, que começou a polir as competências. Teve aulas de pintura que a fizeram perder-se num mundo de formas e tintas. Mais tarde, na adolescência, surgiu a paixão pelos livros e a necessidade de guardar os cadernos bonitos, envelopes ou folhas de papel.

A força está nas cores e nos detalhes.

“Fui guardando tudo e, quando voltei a pintar, comecei a partilhar [os trabalhos] na minha página pessoal no Instagram. Muitas pessoas diziam-me que os adorariam ver em tecido ou papel de parede”. Mas não foi essa a tela escolhida. Durante muito tempo, o seu sonho passou por inspirar as pessoas com objetos de papelaria incomparáveis. Queria ter o poder de criar nos outros a vontade de escreverem.

“Em 2018, fiquei doente e não há nada como um susto para acelerarmos os sonhos. Comecei a trabalhar mais ativamente, a criar as ilustrações, os padrões e os artigos que eu gostava de fazer. Comecei a reunir ideias. Era importante que o projeto representasse aquilo que me inspira”, conta à NiT.

A outubro de 2021, lançou oficialmente a marca, depois de dois anos a limar as arestas ao conceito. “Comecei aos poucos, em paralelo com o trabalho na editora. Foi crescendo e agora ocupa grande parte do meu tempo”, diz.

O catálogo da marca inclui cadernos de capa dura e mole, com ou sem argolas, blocos de notas, planners e to-do lists. Mais do que um objeto utilitário, os artigos são aliados à beleza que nasce das ilustrações idealizadas por Patrícia. Com a sua atenção aos detalhes e às cores, cria objetos de desejo.

“Tenho uma designer, a Diana Trigo, que trabalha comigo e é com quem faço os padrões e o layout das capas. Eu não tinha esse know-how”, explica. As ilustrações podem ser um trabalho natural ou um resultado pensado. Em ambos os casos, tornam-se uma extensão das experiências de Patrícia e dos elementos que a apaixonam. O padrão azulejo foi uma ideia mais calculada, com a intenção de espelhar um dos elementos que refletem a cultura nacional.

Em contraste com os modelos mais pensados, surgem os artigos com uma identidade bucólica. Entre estes encontramos um padrão com limões, inspirado na árvore que tinha no jardim e que observava quando pintava na mesa da sala; e outro com flores silvestres que remetem para os passeios com as filhas pelo campo, a colher a planta para a trazerem para casa. Um dos objetivos é acrescentar valor sentimental ao mundo da papelaria.

“O papel, assim como os livros, tem um cariz muito afetivo”, sublinha. Possibilita que as pessoas se aproximem de memórias, se encontrem no presente e que desenhem planos futuros. E as emoções são transversais. “As pessoas têm uma ligação emocional com o papel, que acaba por se refletir quando compram os nossos artigos”, assegura.

Seja porque adoram a sensação de escrever naquele papel, feito com amor, ou porque se sentem bem a trazê-lo na mala, os clientes regressam para ampliar a experiência. “A pessoa compra um caderno, mas depois vem buscar o planner no mesmo padrão. Quem gosta de papel, não compra um caderno por ano. Compra vários”. A própria fundadora descreve-se como uma acumuladora de cadernos e sketchbooks dos quais não se consegue desfazer.

Com as necessidades dos clientes em mente, que também não resistem a novos produtos, os planos dos futuros lançamentos já estão traçados. “Uma das coisas que mais nos têm pedido são os planners semanais e, para o ano, quero avançar para as agendas”, termina. A Alma em Papel é um universo em crescimento e com possibilidades infinitas — tal como o material que deu origem a todo o negócio.

Pode conhecer o mundo desta papelaria criativa no site da marca, mas também visitar a loja física no Loja 4 (corpo C, lote 1) da rua Professor Luís Albuquerque, em Loures. Carregue na galeria para  conhecer alguns dos produtos mais vendidos da marca e os respetivos preços.

 

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