Lojas e marcas

Os amigos que lançaram a primeira marca portuguesa de óculos que protegem da luz azul

A Leko chegou ao mercado em fevereiro deste ano, com o lançamento de uma loja online que vende modelos a partir de 39€.
Os dois amigos.

António Lessa e Francisco Machado, ambos de 22 anos, são dois grandes amigos do Porto que sempre tiveram em comum um espírito empreendedor. O que queriam realmente era criar um projeto próprio e a ideia acabou por surgir de forma espontânea em 2020, quando perceberam que o tema da luz azul já era muito falado lá fora, mas estava pouco difundido em Portugal.

“Sempre nos deparámos com várias pessoas que se queixavam das longas horas passadas em frente ao computador e de todos os efeitos negativos que estas causavam”, começam por contar à NiT. Dores de cabeça, cansaço ocular e a desregulação do sono eram apenas alguns dos maiores problemas.

Foi no ano passado que se decidiram criar a Leko, a primeira marca portuguesa de óculos anti luz azul e que surge como uma solução para as questões associadas à sua exposição. “Vendemos um produto esteticamente apelativo e inovador, que se destaca pela sua simplicidade e que atrai todas as faixas etárias que têm contacto diário com os ecrãs digitais”, continuam.

O objetivo da dupla é oferecer um produto que junta o melhor de dois mundos: por um lado, a proteção dos olhos; por outro, a vertente estética, em modelos modernos e muito cool que permitem que toda a gente use o acessório, com ou sem graduação nas lentes. “Percebemos que a maioria de marcas óticas estavam muito baseadas no passado e no tradicional.”

 
 
 
 
 
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A pensar no espírito pouco moderno das empresas que dominam o mercado, arregaçaram as mangas e lançaram um projeto que pretende refletir os gostos e preferências atuais, com um conceito de branding renovado. “O nosso pensamento foi sempre que o consumidor se identificasse não só com os nossos produtos, mas também com a forma como pensamos e vemos o mundo.”

Curiosamente, os dois jovens portugueses revelam à NiT que nunca precisaram de usar óculos com graduação. Ainda assim, os Leko são agora um acessório que faz parte das suas vidas para os escudarem das luzes nocivas dos ecrãs. Para eles, é impensável sair de casa sem o acessório posto: não só porque os protege, mas também porque já faz parte das suas identidades.

A produção é feita maioritariamente em Portugal. As componentes que fazem parte do produto final e que não são produzidas em território nacional são as próprias armações e lentes não-graduadas, fabricadas por um líder de mercado há mais de 20 anos. As lentes graduadas, packaging e transporte são 100 por cento portugueses.

“Vendemos óculos para todos os gostos e idades. Implementámos agora a venda de óculos com lentes graduadas, apenas com a apresentação de prescrição médica. As nossas lentes graduadas são produzidas numa fábrica própria em Portugal que produz lentes para todo o tipo de óculos, com elevada reputação produzindo atualmente lentes graduadas para muitas óticas no território nacional e internacional”, revelam.

 
 
 
 
 
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Quem quiser comprar uns óculos da Leko com graduação, terá de enviar a prescrição médica, que é posteriormente enviada para a fábrica e revista por profissionais óticos. São eles que indicam o tipo de lente que deve ser usada. Depois de receberem essa informação, os fundadores da marca contactam os clientes com um orçamento final. Já a produção será feita apenas após a confirmação.

“A escolha dos modelos acabou por ser das partes mais difíceis para nós. Começámos a trabalhar com várias fábricas diferentes e a analisar diferentes tipos de acetatos, metais e formatos”, confessam à NiT. Depois de escolherem os que refletiam melhor a simplicidade pretendida pela Leko, juntaram as combinações finais e lançaram oficialmente a loja online em fevereiro de 2021. É por lá que estão à venda armações para homem, mulher e criança, com preços que variam entre os 39€ e os 64€, com lentes não graduadas. 

António licenciou-se me Gestão pela Católica Porto Business School e o Francisco está no quarto ano do mestrado integrado em Engenharia e Gestão Industrial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Segundo a dupla, lançar o seu primeiro projeto com apenas 22 anos e em plena pandemia tem sido “bastante desafiante”. “Estamos sempre a dizer um ao outro que ‘se não fosse difícil, também não tinha piada’. E isto acaba por ser verdade. À medida que nos aparecem mais obstáculos, mais necessidade sentimos em inovar e crescer.”

A seguir, carregue na galeria para conhecer alguns modelos da Leko.

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