Lojas e marcas

Big Closet: a nova plataforma para comprar, vender ou alugar roupa em segunda mão

Funciona como uma espécie de armário gigante no online. Lá, pode rentabilizar aquelas peças que tem perdidas pelo armário e que já não fazem falta nenhuma.
A solução para alguns dos seus problemas.

Vânia Morais e Inês Madureira, ambas de 35 anos, conheceram-se na faculdade de Direito. Dessa ligação não só nasceu uma amizade que perdura até aos dias de hoje como resultou na Big Closet: um projeto pensado a duas, que funciona como uma espécie de um Airbnb da moda. Parece meio estranho ao início, mas a verdade é que depois se entranha. Falamos-lhe de uma marca que acaba por sinónimo de um grande armário digital e físico, no qual se partilha várias peças de moda. 

Inspiradas numa frase dita pela personagem Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), na série “The Sex and City” — “Just get me a really big closet” — e tudo aquilo que a personagem envolve e representa, surgiu a ideia de avançar com um projeto que já é muito comum nos Estados Unidos e em vários países da Europa de aluguer de malas e vestidos e que se estendeu depois à venda em segunda mão. Para além disso, a Big Closet veio também para responder a um conjunto de necessidades e experiências vividas pelas duas amigas.

“Desde a adolescência que temos por hábito a troca de vestidos e malas entre amigas. Os vestidos que fomos comprando e acumulando no nosso armário, a necessidade crescente em obter mais vestuário para que não tivéssemos de repetir o mesmo outfit, juntando-se à nossa intrínseca vontade de empreender, conduziu-nos a este projeto totalmente inovador no nosso país”, começou por esclarecer à NiT Vânia Morais.

Mas, na prática, em que é que a Big Closet consiste? Por um lado num sítio online onde pode ser vendido todo o tipo de vestuário, malas e acessórios premium ou luxo em segunda mão. No entanto, também podem ser alugados vestidos e malas, que acontece sobretudo para grandes eventos mais formais, como cerimónias, cocktails, bailes de finalistas, entre outros.

Em conversa com a NiT, Vânia Morais, uma das fundadoras do conceito, revelou que têm recebido um feedback “muito positivo” com cada vez mais pessoas a mostrarem-se interessadas nestas novas formas de consumir moda, tendo por motivação a “crescente preocupação na sustentabilidade ambiental do planeta”. Além disso, a responsável garantiu que todo o processo de venda/aluguer e de compra, quer online quer na loja física, é bastante simples.

“Basta que se registe no nosso site. Na sua conta, clique em “Quero Alugar / Vender as minhas peças” e depois basta preencher o formulário com as informações de cada artigo, mais upload de três fotos e submeter. Após validação e de ser aprovado pela equipa basta enviar ou entregar diretamente na loja para que possamos fotografar e colocar no site”, explicou Vânia Morais, acrescentando que “se preferir, poderá também enviar informações e fotos através das redes sociais ou do e-mail info@nullbigcloset.pt.”

No que toca ao negócio em si, a Big Closet faz questão que o preço de venda seja sempre decidido pela proprietária do artigo, não deixando, se assim for necessário, de partilhar a sua própria sugestão com base na experiência que tem no mercado e em fatores que vão desde a marca, à antiguidade, tendência, qualidade e condição.

Os pagamentos são depois feitos por transferência bancária no prazo máximo de 30 dias após a venda, sendo que a marca portuguesa retém 30 por cento do valor da venda para cobrir custos relacionados com a “recolha das peças, higienização, sessão fotográfica, tratamento de imagem, divulgação do produto e o envio (com caixa e carta personalizada, selagem, acompanhamento do transporte…)”.

Na loja física, em Vila Nova de Gaia, o processo acontece de forma muito semelhante ao da plataforma online, só que ao vivo. “A cliente fornecedora contacta-nos com a indicação do tipo de artigos que pretende alugar ou vender, agendamos uma hora e em loja tratamos de avaliar cada peça e obter as informações necessárias como por exemplo o preço original e o preço que a cliente fornecedora pretende vender.”

No fim das contas, tudo isto é pensado para que a Big Closet possa ser um importante contributo nacional de promoção e democratização de acesso a vestuário premium, sem deixar de garantir uma maior sustentabilidade do ciclo têxtil. 

“Queremos levar as pessoas a interiorizar que esta forma de consumir moda é o futuro e, claro, contribuir para o crescimento deste mercado (aluguer e venda em segunda mão) que tanto faz sucesso em outros países”, rematou ainda a proprietária da Big Closet, Vânia Morais, com a certeza que o primeiro passo está mais que dado.

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