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Lojas e marcas

Bloop: a nova rede social portuguesa em que pode ganhar dinheiro a fazer compras

Só precisa de partilhar com os amigos as fotos dos produtos que comprou para receber 10 por cento do valor gasto. Toda a gente ganha.

Não interessa se são profissionais ou influencers, todos os dias, milhares de pessoas publicam nas redes sociais as suas compras mais recentes. Da roupa à cosmética, sem esquecer a tecnologia, a verdade é que vermos estes produtos nas mãos de quem seguimos só nos dá ainda mais vontade de correr para as lojas.

A Bloop vem ajustar este conceito para uma rede mais próxima — os nossos amigos — e com mais benefícios. É que nesta nova rede social portuguesa, por cada publicação a avaliar ou promover um artigo recém-comprado, o utilizador ganha 10 por cento do valor da compra. Além deste valor, a app cria uma cadeia de influência que também gera lucro. Isto porque sempre que uma publicação gerar uma nova compra, o utilizador ganha mais cinco por cento, ilimitadamente.

“Este sistema de incentivos (créditos) é possível porque entregamos as comissões cobradas aos vendedores em cada venda aos nossos clientes e utilizadores para gerarem a atividade. No fundo, democratizamos o poder de influência de todos, e não apenas alguns, digitalizando o ‘boca a boca'”, adianta Francisco Rodrigues, fundador e CEO da Bloop.

A versão beta da app foi lançada no início do verão, mas já se encontra disponível para toda a gente em Portugal, nos sistemas iOS e Android. Agora, o objetivo é chegar a Espanha e a França já no próximo ano.

Esta é uma revolução na forma como todos fazem compras. Mais do que seguir as tendências das marcas ou de um qualquer influenciador nas redes sociais, na Bloop a ideia é seguir os amigos e obter avaliações e recomendações mais reais — ou seja, sem interferência de relações entre o utilizador e a marca que comprometem a isenção.

Criámos a primeira rede social de compras que permite aos utilizadores acompanharem as compras dos seus amigos e sentirem-se relevantes para a sua comunidade através das suas recomendações reais. É uma plataforma de recomendações de compras reais, feitas por pessoas comuns, eliminando a dependência de anúncios pagos e aumentando a confiança dos consumidores”, acrescenta Francisco Rodrigues.

Apesar de ter menos de seis meses de vida, e sem um lançamento oficial, os números são animadores. A Bloop já tem mais 150 vendedores, com um total de mais de 250 mil produtos disponíveis para compra. Os utilizadores já ultrapassam os 2.500. 

Entre os vendedores que poderá encontrar, a plataforma destaca espaços como Beliani, iServices, The Feeting Room, Gaming Replay, Sanjo, iServices, La Base, Castilho Concept Store, Sorriso Alentejano e Paper Boat.

Como plataforma independente para compras, a segurança é uma das principais preocupações dos fundadores. Não só é garantido que as “lojas” associadas são verdadeiras, como “todas as transações na plataforma são processadas através de gateways de pagamento certificados, seguindo protocolos de segurança de nível bancário”. 

Aceitamos métodos de pagamento de forma totalmente protegida, e monitorizamos cada operação para prevenir fraudes e assegurar que todas as compras são feitas num ambiente confiável. Comprar na Bloop é rápido, simples e seguro”, conclui o CEO.

Da economia à democratização do poder de influência

Criar a Bloop surgiu a partir de uma simples ideia que costuma passar pela cabeça de quem usa as redes sociais e é impactado por desconhecidos a comprarem algum produto ou serviço. Podemos vê-los todos os dias através do ecrã, mas não os conhecemos, nem nunca falámos com eles. Se é assim, porque é que lhes damos credibilidade suficiente para repetirmos esse comportamento?

Em tempos, esse papel de uma espécie de influencer era desempenhado por amigos ou familiares — aqueles com quem convivíamos diariamente ou, mesmo que não, conhecíamos ao ponto de levar as suas opiniões em conta.

Francisco Rodrigues, licenciado em Economia e com experiência na área da gestão financeira, sentiu o mesmo em 2021, quando tinha 35 anos. Em vez de deixar a ideia passar, decidiu trocar a carreira estável por uma aventura: criar uma plataforma onde qualquer pessoa poderia ser influencer e ganhar com isso. 

Arrancou com a análise de mercado e usou o capital próprio para dar os primeiros passos. Agora, o empreendedor natural de Lisboa tem uma empresa estabelecida e uma equipa que mantém o negócio a funcionar. Isto depois de ter conseguido angariar dois milhões de euros, dos quais 416 mil chegaram através de um sistema de crowdfunding privado, que conta com 126 investidores — uma conquista que já apontava para um interesse crescente do público neste conceito original.

Áudio deste artigo

Este artigo foi escrito em parceria com a Bloop.