Lojas e marcas

Bolina: a marca de produtos de praia para todo o ano (sim, para os dias frios também)

O projeto estreou-se com um pára-vento inovador e alargou este mês o leque a novos artigos. É inspirado nos dias de sol e vento.
A Bolina quer apresentar uma nova perspetiva sobre a ida à praia.

A tranquilidade sentida num passeio à beira-mar, mesmo nos dias em que o vento sopra com mais vigor, é uma das coisas mais terapêuticas de uma ida à praia. Nada substitui o sol de verão, mas torna-se redutor associar uma estância balnear apenas a calor e mergulhos. A marca portuguesa Bolina quer apresentar ao público o retrato de um amor pelo mar que vai além da sazonalidade. 

A ideia que deu origem à marca nasceu na praia minhota de Moledo, no verão de 2021, onde os fundadores passaram os dias de isolamento. Bé Morais é mãe de dois filhos para quem a praia não é algo sazonal. Um deles, Lourenço Carita, de 20 anos, é uma “alma criativa” e um surfista apaixonado pelo mar. Tinham, em conjunto, uma motivação: frisar a necessidade de aproveitar a vida ao ar livre, o contacto com a natureza e o clima do litoral banhado pelo Atlântico.

“A praia de Moledo representa as nossas memórias de infância, o sargaço, o cheiro a iodo, o peixe aranha, a água que congela os pés e faz doer os ossos”, explicam, sobre a estância balnear que inspirou Almada Negreiros, Sarah Afonso e o maestro Vitorino D’Almeida.  “São os dias de nortada ou nevoeiro, passados entre a barraca ou o pára-vento e um mergulho no mar.”

Mais do que o areal, também o vento — contra todas expectativas — faz parte desta equação estival, inspirando o nome da marca. A nortada (vento forte que sopra de norte a noroeste), tão típica das praias nortenhas, ocupa um lugar central nesta narrativa: “a arte de bolinar ou “navegar à bolina” é uma técnica desenvolvida pelos navegadores portugueses no século XV, que permite navegar contra o vento, aproveitando a sua energia para avançar”.

Uma capa impermeável e um passeio à beira-mar são compatíveis.

A reinterpretação dos objetos de praia

Decidiram tirar partido dos ventos e, pegando em diversos produtos tradicionais portugueses, dar-lhes uma nova vida. Começaram com o pára-vento, o produto estrela da marca, juntamente com as cadeiras de madeira e lona em “versões mais atuais e versáteis, com um novo toque de cor, de alegria”.

No caso do pára-vento é “um produto tradicional, mas com características inovadoras, que mudará, por completo, a experiência da ida à praia”. São conjugadas, num só artigo, as funcionalidades do pára-vento, do guarda-sol e da barraca de praia. Conta com um painel de tecido integrado, funcionando como um toldo, para garantir a proteção do vento e do sol. Além disso, apostam em tecidos robustos e com um revestimento impermeabilizante. “Optámos pelas cores e as riscas tão típicas das barracas de praia, que hoje estão em desuso, substituídas cores banais patrocinadas por marcas de gelados ou bebidas”, acrescentam.

O lançamento dos artigos, já com o verão a decorrer, foi uma forma de colocar esta perspetiva no mercado. Porém, o arranque comercial da Bolina vai acontecer ao longo deste verão, com novos produtos já lançados. Entre as cadeiras de praia, os guarda-sóis e os sacos em lona, surge também a “preguiça” em madeira e lona: “é extremamente resistente, suportada por uma pequena estrutura de três peças em madeira, que se transforma numa cómoda cadeira”.

São produtos que facilitam os passeios em família.

Uma vez que o gosto pelo ar livre é uma parte essencial dos valores da marca, em cada produto, procuram descobrir ou reinventar soluções que permitam, independentemente das condições climatéricas, usufruir do contacto com a natureza. Todo o leque da oferta se complementa, com um objetivo comum: valorizar os dias tanto na praia, como no monte, no pinhal, na piscina ou simplesmente num terraço.

Mais do que artigos balneares

Apesar da ligação à beira-mar, Bé e Lourenço sublinham que não é apenas uma marca de praia, mas dedicada à vida ao ar livre. “Não consideramos que seja uma distinção, mas sim uma complementaridade”, dizem. “Percebemos isso da pior forma quando nos vimos obrigados a ficar fechados em casa, sem poder sair à rua.”

Em simultâneo, estão a transformar o conceito de ir à praia, que pode ser feito todo o ano e não apenas durante uma estação: “ir à praia não é só para apanhar sol. Pode ser para ler um livro, fazer um piquenique, ouvir música e estar com amigos”. E, com os produtos do catálogo da marca nacional, os dias vão tornar-se mais fáceis quando a nortada se instala ou quando o sol é muito intenso.

Ao valorizar processos de trabalho artesanais e sustentáveis, feitos em Portugal, a Bolina usa a memória e a tradição para criar artigos únicos. Todos são produzidos em unidades fabris usando como matéria-prima o deadstock, ou seja, as sobras ou desperdícios da indústria têxtil, provenientes de fornecedores com alguma proximidade geográfica. É um método de trabalho minucioso e com a preocupação ambiental que não podia ser alheia a um negócio tão ligado à natureza.

“Queremos que os nossos clientes vejam na nossa marca e nos nossos produtos uma forma de estar, um conceito de vida e que os utilizem nos seus momentos de lazer e contacto com a natureza e convívio com família e amigos”, concluem.

Pode saber mais sobre a Bolina e os seus produtos no site da marca, assim como no sua página de Instagram. Carregue na galeria para descobrir alguns dos artigos  disponíveis, cujos preços oscilam entre os 53€ e os 152€.

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