Lojas e marcas

As camisas unissexo mais cool de sempre são feitas em Bali por uma marca portuguesa

A The Flying Dutchman faz toda a produção na Indonésia, com tecidos desperdiçados pela indústria têxtil.
Os padrões são incríveis.

Tie-dye, bowling, animal print, padrões étnicos, tons pastel. A nova coleção da marca de camisas mais cool do nosso País já chegou com padrões vibrantes e cheios de pinta que vão colorir o seu feed de Instagram. A The Flying Dutchman foi um caso de sucesso desde o seu lançamento, em julho do ano passado, e tem novas propostas que já estão, segundo os responsáveis, a ser “um êxito”.

“Quando lançámos a marca no ano passado foi a pensar nos homens, mas rapidamente percebemos que a maioria dos nossos clientes eram mulheres. Então adaptámos um bocado esta informação e, na nova coleção, tentámos também dar algum foco às mulheres”, começa por explicar Tiago Ferreira da Silva, de 29 anos, à NiT. Foi em conjunto com o amigo António Campos, de 30 anos, que se aventurou neste projeto para vender camisas com um molde vintage, colarinho aberto inspirado nos anos 70 e um “toque moderno”.

Da primeira coleção, recuperaram o animal print, que foi um sucesso no ano passado e que dizem não encontrar em muitos sítios por cá. As propostas para a primavera/verão de 2021 estão divididas em novas coleções: uma de bowling, a primeira desenhada pelos fundadores e que é composta por três modelos com uma estética “que se encontra muito lá fora” inspirada neste desporto; outra com padrões tie-dye; e uma última ligada aos quatro elementos da natureza.

No entanto, mantiveram também a coleção de camisas lisas que já tinham lançado no ano passado e na qual introduziram mais cores. Todas, mas todas, as camisas da The Flying Dutchman são feitas em Bali, na Indonésia, com tecidos de deadstock, isto é, provenientes de sobras da indústria têxtil que, de outra forma, seriam descartadas. “Queremos manter este foco na sustentabilidade, desde o transporte, feito de barco, que polui muito menos do que de avião, até à produção da camisa, passando pelo packaging.”

 
 
 
 
 
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“Nós agora estamos muito focados em passar uma mensagem de transparência, mostrar quem está por detrás da produção dos nossos produtos. As nossas costureiras, toda a gente envolvida. Enviamos um recibo de papel reciclado onde escrevemos todos os custos associados àquele produto e a margem que nós acrescentamos“, revela o cofundador.

Já os tamanhos foram também diversificados. No ano passado, a marca produzia apenas camisas M e L. Agora, têm quatro tamanhos. Todos os modelos são de edição limitada e exclusivos — há apenas 30 unidades por padrão. “Quando esse modelo esgotar não repetimos. Esta é uma das mensagens que queremos passar. Compras uma camisa e não há grandes probabilidades de te cruzares com uma pessoa na rua com a mesma”, acrescenta ainda.

Nesta campanha, os fundadores quiseram introduzir o tema da liberdade, numa fase em que o País começa a desconfinar aos poucos — pode ver tudo na conta de Instagram da The Flying Dutchman.

Quando Tiago foi visitar António a Bali pela primeira vez, acabou por se juntar ao amigo numa missão de loja em loja à procura da camisa perfeita. Um pouco por toda a ilha da Indonésia, compraram várias peças de marcas locais e comentaram entre os dois que havia sempre algum pormenor que gostariam de alterar.

O que concluíram nessa viagem em 2016 foi que tinham os dois a mesma ideia: para eles, o corte da camisa era o mais importante. Essa visão tão alinhada acabou por inspirar a criação uma marca de roupa, um projeto que deixaram algum tempo de lado por estarem a trabalhar noutras áreas. Para conhecer a história completa deste projeto português, leia o artigo da NiT.

A seguir, carregue na galeria para conhecer a nova coleção da The Flying Dutchman, que está à venda na loja online, com preços entre os 39€ e os 47€.

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