Lojas e marcas

Cayet: a marca que distingue a elegância ibérica inspirada nos anos 90

A influencer Cláudia Diniz misturou as origens portuguesas com o estilo espanhol. As peças podiam ser usadas pelas supermodelos.
É uma marca de qualidade acessível.

Os anos 90 continuam a ser um exemplo de estilo para muitas mulheres. O glamour dos modelos híbridos que se adaptavam do dia à noite e a estética das peças refletiam personalidade e passavam uma mensagem de poder. As mais céticas que consideram este mood difícil de replicar nos dias que correm, podem procurar inspiração na recém-lançada Cayet.

“Estudei design e marketing de moda, trabalhei alguns anos como designer no norte do País, mas há uns anos senti que ainda era tudo muito limitado”, conta à NiT a influencer Cláudia Diniz, que tem mais de 200 mil seguidores no Instagram. “Existia pouca criatividade e decidi apostar no marketing de marcas já existentes, acrescentar valor e criar histórias”.

Já trabalhava no mundo digital, em ambiente de agência, mas, entretanto, mudou-se para Madrid. Foi nessa fase que, devido às viagens frequentes, a sua conta pessoal começou a acumular seguidores. Revelavam curiosidade em acompanhar os relatos da influenciadora enquanto percorria os quatro cantos do mundo, assim como o seu dia a dia na capital espanhola — “uma mulher portuguesa com um toque espanhol”, como se descreve. Aí continuou a trabalhar na área do marketing, no segmento do luxo.

“Quando nascemos criativos, queremos sempre oferecer algo nosso para acrescentar valor à comunidade. Faz parte do meu contexto familiar, porque a minha avó sempre costurou as peças para as minhas tias, via muitas fotografias delas, e a minha mãe comprava-me revistas francesas”, explica.

O gosto pela moda sempre esteve latente e, quando regressou a Portugal e foi mãe, deixou a agência onde trabalhava. Pensou em desenvolver a sua própria etiqueta, mas procurava uma proposta diferente devido à saturação na indústria da moda. Devido ao seu background e experiência no online, sabia de que não podia criar apenas mais uma marca.

A diferenciação do projeto passa pelo cruzamento de dois opostos, o luxo e o low-cost. Considera que Portugal, não se encontra um meio termo, com “qualidade acessível”. “Refiro-me às característica de luxo daqueles vestidos de 1.500€, mas numa peça que custe 200 ou 300€. E de qualidade muito superior ao low-cost”, diz. É para cumprir este objetivo que surge a etiqueta nacional, aproveitando a força da produção têxtil portuguesa com o know-how da fundadora do mercado global.

Assim nasceu a Cayet, a 1 de maio, com o nome a fazer referência à filha de Cláudia, Maria Cayetana. Na base, está o desejo de responder à necessidade das mulheres que procuram um vestido intemporal, elegante e sexy, mas sem ser vulgar e a um preço competitivo.

União ibérica

Cláudia foi beber inspiração a Espanha, país onde viveu e que conhece bem e ao “salero que as espanholas têm e que ainda não se encontra em Portugal”. Algo que descreve como a atitude emanada pelas mulheres do outro lá da fronteira e da sua forma de vestir elegante, apresentando sempre um toque diferente. É esta que considera a essência da marca. “Identifico-me muito com a cultura espanhola, mas sou 100 por cento portuguesa”, acrescenta Cláudia.

Apesar das características mais comuns da mulher mediterrânea, com estatura mais baixa e pele mais morena, a campanha de lançamento da Cayet foi inspirada nas supermodelos dos anos 90. “Nasci nesta década e era pequena quando ouvia falar da Claudia Schiffer, da Cindy Crawford e da Naomi Campbell. Quando eram as influenciadoras da altura. Mas, ao mesmo tempo, tinham um impacto natural, as atitudes não eram forçadas.”

“Dizia ‘quando for grande, quero ser assim’”, revela. E, por isso, transportou esse estilo effortless para a primeira coleção, intitulada Número Uno. Graças à simplicidade das peças, é a mulher que se destaca e não o vestido: “Nós é que temos personalidade — não o que vestimos.”

Elegantes e com uma sensualidade discreta.

São nove modelos distintos, de cores neutras, sóbrias e alguns toques de cor. A silhueta feminina é realçada pelas linhas assimétricas e pelos recortes, com estilos que podem ser usados em diferentes ocasiões. Apesar dos toques arrojados, continua a ser uma marca movida pelo lema “mais é menos”.

As passarelas dos anos 90 vendiam sonhos que muitas consideravam desmedidos. Para as portuguesas, por norma, aqueles looks parecem inalcançáveis e vindos uma realidade distante. Porém, a influencer reforça que esta é uma perceção errada. Na seleção dos materiais, teve a preocupação de pensar na forma como o modelo podia funcionar num corpo XXL, por exemplo, para que os vestidos não sejam apenas adequados a silhuetas altas e magras.

“Optei por malhas em ponto roma, muito estruturadas. Não marcam o corpo, mas modelam-o e colocam as gorduras todas para dentro. Como no vestido Linda [Evangelista], no vestido Kate [Moss] e no vestido Naomi [Campbell]”.

Apesar dos tecidos serem originários de Itália, França e Grécia, a nível de produção, é tudo feito em Portugal, no norte do País. A equipa, dos designers aos fabricantes, também é portuguesa e a preocupação passa por apoiar sobretudo empresas pequenas e familiares. “Como a Cayet é um negócio pequenino, acabado de nascer, precisa de se apoiar em empresas à sua escala”, conclui Cláudia.

Pode descobrir a coleção Número Uno no site da Cayet, com peças entre os 279€ e os 305€. Carregue na galeria e fique a conhecer todos os modelos deste lançamento.

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