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Cool Hat: a nova marca nacional com chapéus unissexo que dispensam palas ou abas

As propostas surgem como alternativa aos modelos tradicionais. Estes acessórios podem ser usados todas as estações do ano.
Do verão ao inverno.

O clique deu-se durante uma viagem no verão de 2023. Maria Fróis e Vasco Águia, de 25 e 26 anos, passeavam por uma rua em Toulouse “onde não havia mais nada” quando pararam numa loja vintage. Quando saíram do espaço para apanhar outro avião, ele trazia um acessório inusitado na cabeça.

“Não era um gorro, nem um boné. Era algo intermédio, num material fraco. Mas ficava-lhe bem”, recorda a jovem à NiT. Como não sabiam exatamente o que era, decidiram chamar-lhe cool hat e o chapéu tornou-se um companheiro indispensável nas férias do casal pelo sul da Europa.

Se a compra começou por ser impulsiva e irónica, o apreço pela peça aumentou. Marta e Vasco perceberam que, além de ser diferente, o modelo ficava bem aos dois. Estavam em Nápoles quando, de forma espontânea, surgiu a pergunta pela primeira vez: “e se criássemos uma marca?”

Assim nasceu a Cool Hat, lançada em fevereiro, para criar uma alternativa unissexo aos modelos tradicionais de pala ou abas. A dupla deu novas formas, cores e até um logótipo aquele desenho, inicialmente usado por pescadores, que se destaca pelo formato redondo e punho exclusivo.

Das raízes marítimas até ao streetwear, não foi preciso muito esforço. Com base no primeiro exemplar, Maria e Vasco exploraram novas ideias no Photoshop até chegarem a três modelos iniciais: um preto em algodão, um bege em bombazine e um roxo no mesmo material.

Cool Hat
Descontraídos e versáteis.

Embora nenhum dos fundadores tenha formação na área da moda, ambos partilham a paixão pelo mundo das artes. O casal, que procura oportunidades no mundo da representação, conheceu-se quando estudava teatro na In Impetus – Escola de Actores, em Lisboa.

“Começámos a pesquisar o mercado à nossa volta e trabalhámos muito no logótipo para o bordar nos acessórios”, explica Vasco. “Como se tornou tão natural chamá-lo cool hat, quisemos gravar essa identidade em todas as peças.”

Além de “ficarem bem a quase toda a gente”, os chapéus coloridos têm ainda a vantagem de se adaptarem a todas as estações do ano. Para isso, a dupla pensou num forro que não é demasiado quente e que funciona com todos os outfits — embora estejam nos planos versões mais frescas para o verão, por exemplo.

Quanto ao público-alvo, qualquer pessoa pode usar uma destas propostas. “Algumas pessoas associam os cool hats a uma coisa só para jovens ou só para homens. Queremos que os nossos clientes sejam apenas pessoas descontraídas e autênticas, não importa a idade ou o género.”

Embora Maria e Vasco queiram manter-se fiéis a este desenho, o objetivo é alargar a oferta a novos materiais e cores. Uma das próximas apostas é o peach fuzz, a cor Pantone para 2024, sendo que o plano é continuar a diversificar o catálogo — e, claro, conquistar ainda mais clientes.

Os modelos estão disponíveis no site da marca entre os 18€ e os 20€. Carregue na galeria para os conhecer.

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