Lojas e marcas

CRSex é a primeira rede social portuguesa dedicada à sexualidade

Projeto quer destacar-se como plataforma online para o conhecimento sexual e de encontros afetivos.
Um projeto português.

Sem tabus, preconceitos e ideias feitas. O objetivo é falar e aprender mais sobre sexualidade mas também intimidade. E tudo num espaço escrito e falado em português, com outros portugueses.

“O único tabu é a monotonia”. É desta forma que se apresenta a CRSex — Creative Relations. Ou seja, é a primeira rede social portuguesa onde a sexualidade é tema de conversa. Brinquedos sexuais, fetiches ou swing. O preconceito é o único que fica de fora.

A CRSex procura agregar, “num só local, tudo sobre sexualidade, oferecendo a possibilidade de conhecer pessoas, conversar, ganhar conhecimento e viver experiências novas”. E nesta altura já há centenas de inscritos.

Telmo Melo é o responsável pelo projeto. Ao “Observador”, explicou que a ideia começou a nascer num café entre amigos, onde se falava precisamente da dificuldade em debater este tipo de temas no seio de outras redes sociais mais populares. “A ideia é conversar e partilhar conhecimento sobre a sexualidade”, adianta. Mas mantendo um lado de “respeito” pelo outro.

Um dos termos, por exemplo, passa por não permitir que sejam usadas fotografias com nudez ou qualquer tipo de pornografia. Comportamentos considerados machistas ou racistas também não terão lugar na plataforma.

A CRSex dá a oportunidade de partilhar dúvidas e conhecer outras pessoas, ao mesmo tempo que é uma plataforma para conteúdos, nomeadamente workshops, dados por especialistas de diferentes áreas, sempre com a sexualidade como ponto de partida.

A criação de perfis está sujeita a uma validação feita sempre por email, onde é possível determinar o objetivo da inscrição, se é para fazer novas amizades, procurar um novo relacionamento ou simplesmente explorar e aprender mais sobre os temas em discussão, por exemplo.

Para os interessados, existem vários níveis de subscrição, a começar pelo gratuito. Esta subscrição mais básica garante acesso ao mural onde é possível colocar questões e interagir com outros utilizadores, por exemplo.

Para quem procura explorar outras possibilidades dentro da plataforma, há inscrições mensais, trimestrais ou anuais (com preços que vão de uma mensalidade de 10€ a uma anuidade de 72€).

Os subscritores pagos já terão, por exemplo, acesso ao chat privado — sendo que no caso das conversas privadas é sempre preciso autorização dos participantes, podendo depois acontecer por mensagens, chamadas de voz ou videochamadas. As subscrições pagas dão, ainda, acesso a conteúdos mais específicos. “Vão existir grupos para determinados temas, como brinquedos sexuais ou swing”, explica o CEO da plataforma ao mesmo jornal.

O projeto é para maiores de idade e apresenta-se para um público “adulto, livre de preconceitos, com poder de escolha e decisão, que pretende conhecer pessoas, viver novas experiências, diversificar e aprofundar conhecimentos sobre sexualidade.”

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT