Entre a oferta neutra, desconfortável e pouco funcional de algumas marcas de roupa infantis, chegou uma nova proposta ao mercado que pretende responder às necessidades de pais e miúdos. A Rayo Rebels Club chegou ao mercado com a promessa de ter peças confortáveis para os miúdos correrem, brincarem, sujarem-se e estarem novamente impecáveis no dia seguinte.
A marca portuguesa foi lançada oficialmente esta terça-feira, 8 de setembro, e já pode conhecer os artigos no site. Por detrás do projeto está Carolina Lopes, de 34 anos, formada em Design de Moda e Nutrição, que decidiu recuperar uma ideia que tinha há vários anos depois de se tornar mãe de gémeos. A experiência acabou por mudar a forma como olhava para a roupa infantil e também por revelar uma dificuldade que sentia cada vez mais: encontrar peças que fossem, ao mesmo tempo, bonitas, confortáveis e práticas.
“Percebi que a roupa prática é uma coisa ultra-necessária. Às vezes é difícil encontrar coisas giras, mas que sejam confortáveis, sem botões, não muito elaboradas”, conta à NiT.
A ideia começou a ganhar forma há cerca de um ano e os últimos meses foram dedicados a consolidar o projeto, desde a identidade da marca ao desenvolvimento dos primeiros artigos. Antes de avançar, Carolina falou com outras mães para perceber o que procuravam e quais eram as principais lacunas que encontravam na oferta de roupa para crianças.
“Como mãe de dois rapazes, procuro roupa que seja prática e que eles próprios muitas vezes consigam vestir sozinhos. No fundo, facilitar a vida dos pais é um dos nossos objetivos”.
Uma das respostas repetia-se: os conjuntos podiam facilitar muito a rotina, mas nem sempre tinham os tamanhos adequados. Foi precisamente aí que surgiu uma das características que mais define a Rayo Rebels Club: o corte oversized.
As peças são pensadas para criar conjuntos ou usar em separado, assumindo uma abordagem larga e descontraída, que remete ao universo de sportswear. É assim, possível criar looks diferentes que acompanham o crescimento dos miúdos durante mais tempo. “Aquilo que nós defendemos enquanto marca, acima de tudo, são espíritos livres”, explica.
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Esta ideia de liberdade atravessa todo o conceito da marca. Não aparece apenas na funcionalidade das peças, mas também na forma como foram desenhadas, fotografadas e comunicadas. Carolina não queria criar roupa infantil demasiado composta ou pensada para ficar impecável durante horas.
“Queremos criar roupas giras, mas sobretudo para serem vividas, peças que permitam correr, brincar e sujar”, resume. “Acho que toda a coleção reflete muito bem esse equilíbrio entre a leveza, a estética e a descontração”.
O lilás, vermelho e cinzento dominam a paleta e os contrastes são pensados para criar uma imagem mais gráfica e reconhecível. Por isso, o lilás surge combinado com apontamentos laranja, o vermelho ganha riscas e detalhes brancos, enquanto o cinzento aparece como uma alternativa mais neutra, com diferentes tonalidades. Estas escolhas transmitem propostas mais vibrantes, sem deixar de lado quem prefere um guarda-roupa menos colorido.
O próprio nome segue a mesma lógica. Rayo remete para energia, movimento e liberdade, que são os três conceitos presentes em toda a comunicação da marca. “Eu gosto de brincar com o significado do nome e as diferentes interpretações que as pessoas criam” explica
Já com o nome completo definido, a intenção passa por criar algo maior do que uma simples etiqueta de roupa infantil. Com a Rayo Rebels Club, Carolina quer construir uma comunidade, reunindo pais, filhos, amigos e famílias que se identifiquem com o estilo de vida descontraído e olhar para a infância de forma libertadora.
Essa proximidade é também importante na própria produção. A marca é 100 por cento portuguesa, desde os materiais até à confeção. A fundadora é responsável pelo design das peças e trabalha diretamente com fornecedores e fábricas nacionais, sendo que grande parte da produção acontece no Norte do País.
Para já, o projeto começa numa escala mais pequena. “É uma produção familiar, consistente, próxima. Cada peça é feita à mão, uma a uma, não é aquela fábrica industrial”, explica Carolina à NiT. Também os materiais foram escolhidos de acordo com a ideia de conforto e durabilidade. A composição do lançamento distingue-se por ser malha de algodão com uma textura semelhante à conhecida malha turca ou de toalha.
A ligação à natureza e liberdade está também refletida nas imagens das peças, que foram realizadas entre a Margem Sul e o Algarve, incluindo a Praia da Luz, terra natal da fundadora. “O campo transmite a liberdade e a ideia de uma essência vivida na rua. É muito isso que nós queremos transmitir”, explica à NiT.
A Rayo Rebels Club nasce, por isso, com uma proposta unissexo disponível no site. As peças foram inicialmente pensadas para crianças entre os dois e os dez anos e apostam num design intemporal, para durar muito tempo, sem deixar de ser cool ou estar na moda.
A marca pretende, no futuro, alargar os tamanhos e explorar novo moldes, respondendo à vontade de muitas famílias em combinar os looks entre filhos com diferentes idades. Por isso, a ideia de criar peças que façam “match” e ainda continuar a desenvolver a partir daquilo que ouve da comunidade.








