Lojas e marcas

Estas sapatilhas portuguesas são uma homenagem às nossas cidades

A Shoevenir é uma nova marca sustentável que quer pôr nos pés de cada um as melhores memórias de viagens.
A memória nos pés

Quem gosta de viajar traz sempre consigo memórias. E ainda fotografias, bilhetes de avião ou de museus e até pequenos objetos — como os tão famosos ímanes para o frigorífico. Foi com base nestes souvenirs que nasceu também a Shoevenir.

Esta nova marca portuguesa foi criada pelos amigos de infância Gonçalo Marques e Miguel Lopes e, ao contrário do que acontece com muitas marcas, a ideia não nasceu do produto. Tudo começou com uma palavra.

“Surgiu depois de vir da China, onde estive a viver e a trabalhar. Era uma palavra em que estava a pensar há uns meses e falei com o Miguel”, conta à New in Porto, Gonçalo Marques.

Isto foi mais ou menos há dois anos e não foi muito difícil chegar à conclusão do que queriam fazer. Gonçalo é formado em Gestão e Miguel em Design de Comunicação, têm 26 anos, ambos têm interesse pelos mundos da arte e da moda e são fãs de sapatilhas. A partir daí, começaram a investigar o que poderiam fazer para levar a ideia até ao sucesso.

Queriam que todo o conceito estivesse muito ligado às viagens e ao turismo. Sobretudo de forma a criar um produto que seria uma recordação mais interessante e menos óbvia do que os ímanes.

“Queremos revolucionar a oferta de calçado, mas também somos mais do que um logótipo. Representamos numas sapatilhas as memórias dos locais e das viagens.”

Foram perceber o que era preciso para criar uma empresa, que passos precisavam de dar, visitaram fábricas, contactaram fornecedores e artistas. Enfim, fizeram tudo o que era suposto. Tanto foi assim que este processo levou cerca de dois anos e contou com o apoio do UPTEC, onde a startup sediada no Porto esteve incubada.

Depois de muitas ideias exploradas e perto de quatro dezenas de protótipos e desenhos, chegaram ao modelo ideal — que dizem combinar traços dos seus modelos favoritos. Só descansaram quando chegaram a este modelo que junta estilo e sustentabilidade.

Assim, a primeira coleção da Shoevenir tem seis modelos diferentes: Porto, Lisboa, Madeira, Açores, Algarve e Cloud. Cada cidade é representada com as cores e os desenhos de uma ilustração criada por diferentes artistas e tem, naturalmente, ligação à região a que diz respeito. As cloud são as únicas totalmente brancas e servem para quem prefere looks mais discretos ou para criar as suas próprias memórias.

As sapatilhas são feitas em Felgueiras, na fábrica JOVAN, e todos os materiais vêm de fábricas do norte de Portugal, com exceção de um fornecedor que é espanhol. A marca tem ainda uma grande preocupação com a sustentabilidade, por isso os materiais usados não são de origem animal.

Nestes produtos vai encontrar pele sintética, cortiça reciclada e a sola é totalmente reciclável. Além disso, a pegada ecológica é compensada com a plantação de uma árvore por cada venda da empresa.

O modelo dedicado ao Porto.

Cada par de sapatilhas vai custar 119€, mas há boas notícias para quem quiser garantir já as suas. É que as Shoevenir podem ser pré-encomendadas através da plataforma de crowdfunding Indiegogo a partir de 15 de setembro. Isto servirá para que a empresa possa fazer a sua primeira produção e por isso a data prevista de entrega destas primeiras unidades será em dezembro. Ainda assim, quem encomendar neste período e esperar pelas suas sapatilhas vai poder tê-las por apenas 75€, o que é um bom desconto.

Para não perder a oportunidade de ser dos primeiros a conseguirem as Shoevenir, pode deixar o seu email no site da marca e irá receber uma mensagem para fazer a encomenda. De momento, a marca já recebeu perto de mil pedidos.

Embora não haja nada definido por enquanto, os dois amigos pensam em fazer alguns eventos de exibição daqui a poucos meses para mostrar ao público as sapatilhas. Depois, não há um limite para a possibilidade de evolução da marca, que poderá crescer para modelos de outras cidades, mesmo fora de Portugal, ou até para edições dedicadas a eventos como festivais de música.

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