Duas semanas depois de ter regressado de umas férias na Tailândia, Rita Araújo entregou a carta de despedimento. Naquela viagem transformadora, explica à NiT, percebeu que “queria mudar de vida” e criar o seu próprio negócio. “Não sei o que se passou, nem sabia para onde ir.”
De forma espontânea, a jovem de 25 anos começou a olhar para o mundo da joalharia. “Desde pequena que tenho esta veia mais empreendedora. Comecei a vender colares feitos por mim aos nove anos, para juntar dinheiro”, recorda. “Decidi retomar esta paixão antiga pela joalharia”.
A partir daí, criou a primeira linha de acessórios, ainda “muito simples e experimental” da Mera, que deu origem a uma loja online, em maio de 2024. No último ano, o negócio continuou a crescer, passou a incluir também peças de vestuário e o digital deixou de ser a única opção.
Desta evolução nasceu o showroom da marca, em Vila Nova de Famalicão, que abriu portas oficialmente a 14 de fevereiro. O objetivo era ter uma morada onde os clientes “têm tempo, atenção e uma experiência privada e inteiramente personalizada”, segundo a fundadora.
“À medida que íamos crescendo online, percebemos que as pessoas não procuravam apenas a peça em si. Queriam proximidade, aconselhamento, perceber o que fica melhor no corpo delas. Muitas mensagens que recebíamos eram pedidos de gente que queria experimentar”, continua.

Atualmente, a coleção de joias da Mera destaca-se por um design intemporal e “transversal a todos os géneros”. Destacam-se as pulseiras com pendentes simples, mas também novidades relacionadas com a viagem de Rita à Tailândia, com elefantes ou outros amuletos.
Além disso, contam com coleções festivas. Há ainda a opção de pedir um colar ou uma pulseira específico, com certas medidas. “Estamos abertos a todo o tipo de sugestões dos clientes”, diz a criativa, que durante sete anos trabalhou na área de gestão de eventos e relações públicas, principalmente como wedding planner.
Destaca-se ainda o charm bar, uma ideia que começou nos primeiros mercados da Mera. “Queríamos dar aos visitantes a oportunidade de criar uma peça única no momento. Tinha de ser algo rápido e prático”, explica. Elaborou-se então uma coleção com mais de 300 pendentes em que todos podem escolher também a malha do colar que mais gostam.
“Embora tenhamos tanto roupa como acessórios, tentamos sempre que as peças coexistam”, diz. A ideia é que a cliente possa sair com um look completo, começando pela escolha de roupa adequada ao seu corpo e estilo e terminando com os complementos ideais.
Em ambos os segmentos, a Mera trabalha com fornecedores italianos, uma parceria que permite “aliar boa qualidade a um preço acessível”, diz. O nome foi uma sugestão do pai de Rita, o criativo da família, que sugeriu unir as duas iniciais da mãe da fundadora, Maria Emília, uma das pessoas que mais a apoiou, com as primeiras letras do seu primeiro e último nome.
“A essência da Mera é valorizar a mulher. Queremos que cada uma se sinta segura, elegante e confortável”, conclui a fundadora, que tem vários lançamentos exclusivos previstos ainda para este ano. “Para consolidar a marca estamos a trabalhar em novas experiências.”
Todas as peças da Mera podem ser compradas no novo espaço físico ou através da página de Instagram. Os preços variam entre os 12€ e 25€ no caso dos acessórios e entre os 15€ e os 50€ no caso da roupa.
Carregue na galeria para ver um pouco mais do showroom e das propostas que por lá encontra.

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