Lojas e marcas

Estes novos dispensadores de álcool-gel são para prender nos bolsos ou na carteira

O conceito da SpeedyHand foi lançado há vários anos na Dinamarca e trazido para Portugal durante a pandemia.
É reciclável e recarregável.

Em 2010, uma equipa de investigadores dinamarqueses quis estudar a disseminação de infeções num ambiente hospitalar e encontrar uma solução para a minimizar. A conclusão que retiraram desse estudo foi que as mãos são mesmo o maior meio de transmissão das bactérias — um problema que não pode ser resolvido nem com a abundância de pontos de desinfeção presentes nestes locais, uma vez que nem sempre estão acessíveis aos profissionais de saúde de forma imediata.

A resposta para este dilema foi o resultado de seis meses de investigação e surgiu na forma de um dispensador para vestir, que pode ser usado facilmente em qualquer hora ou local no qual não seja possível lavar as mãos. Este acessório original chama-se SpeedyHand, já venceu vários prémios internacionais de ergonomia e é usado na Dinamarca desde 2016.

Quando viu o produto pela primeira vez no início deste ano, Andreia Leite estava longe de imaginar a situação de pandemia que aí vinha, mas foi precisamente a chegada da Covid-19 a Portugal que levou a empresária portuguesa a entrar em contacto com a designer que desenvolveu a SpeedyHand para avaliar a possibilidade de a trazer para o nosso País.

Depois de alguns meses, a marca chegou oficialmente ao mercado nacional em meados de setembro com “dispensadores de álcool-gel para vestir”, que podem ser encaixados nos bolsos, na roupa, na mochila ou na carteira, e transportados de forma prática para todo o lado. 

A embalagem é recarregável e 100 por cento reciclável, além de vir também numa caixa feita totalmente de papel proveniente de florestas certificadas e impresso com tintas ecológicas. Sobre as várias cores disponíveis, Andreia Leite comenta divertida com a NiT que a marca está “sempre à mão e com um pé na moda”.

Na loja online da SpeedyHand, vai encontrar dispensadores em seis tons (preto, azul, verde, amarelo, cor de rosa e vermelho) à venda por 7,99€. Dispensam três mililitros de produto — a quantidade recomendada pelos médicos — em apenas dois cliques, que deverá esfregar nas mãos durante um tempo recomendado de 30 segundos.

SpeedyHand
Pode prendê-lo na alça da carteira.

Quem quiser recarregar os acessórios até vai encontrar na conta de Instagram da marca um vídeo com instruções — basta retirar a tampa colorida e desenroscar a parte inferior oculta, vertendo depois uma solução alcoólica para o seu interior. 

Andreia Leite, de 38 anos, é mãe de três filhas, natural de Lisboa e licenciada em Telecomunicações e Informática pelo ISCTE. Aos 25 anos, lançou-se no empreendedorismo e começou a sua experiência em gestão de empresas, até se tornar partner na agência de publicidade Adsoul, através da qual decidiu trazer a SpeedyHand para Portugal.

A ela, juntou-se em agosto Sofia Cacela, de 34 anos, com a mesma missão. A segunda metade da dupla licenciou-se em Gestão de Empresas pela Universidade Autónoma de Lisboa, também é mãe — mas de duas crianças — e criou a sua primeira empresa aos 18 anos. Agora, estão a promover juntas este novo negócio.

“O SpeedyHand existe para que se viva em pleno todas as rotinas e saídas da rotina, para que não se pare de viver e para que todos se sintam sempre seguros”, reforça Andreia sobre a marca, que tem uma forte componente social: por todas as encomendas feitas através do site, uma parte do valor reverte para causas que apoiam crianças. “É a nossa maneira de ajudar ainda mais pessoas, em qualquer lugar”, conclui a empresária.

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