Lojas e marcas

Forever Bond: a marca portuguesa para quem adora joias nos pés, mãos e tudo o resto

O projeto que começou com uma marcação em casa, transformou-se num estúdio no Porto e pop-ups com joalharia personalizável.

Antes do estúdio no Porto, das pop-ups e dos festivais, era na própria casa de Leonídia Ferreira que aconteciam as primeiras marcações da Forever Bond. A fundadora tinha acabado de lançar o projeto online e ainda não sabia bem o que poderia acontecer. Na primeira semana, apareceu a primeira cliente. Hoje, a marca já tem um espaço físico na Rua do Rosário, no Porto, e está presente em Lisboa através de pop-ups, encontrando-se atualmente no estúdio Miroma piercing store, onde cria cada joia permanente.

O crescimento aconteceu mais depressa do que a fundadora esperava. Léo, a sua alcunha junto dos amigos, lançou a marca em 2024, imaginando que se estava a dirigir a um determinado público, mas depressa percebeu que havia uma geração mais jovem particularmente interessada em joalharia permanente, por consequência das redes sociais e novas tendências.

“Eu imaginei que seria um determinado produto para um determinado target, que na realidade o que tinha era muito mais jovem do que aquilo que eu imaginava”, conta à NiT.

Foi precisamente essa procura que fez perceber que havia espaço para levar o conceito mais longe. “Eu sabia que ninguém estava a fazer a joalharia permanente da mesma forma que nós”, explica. O que começou com uma marcação feita através do site e uma pulseira soldada em casa transformou-se, primeiro, num negócio de pop-ups e, depois, num espaço próprio.

Durante o primeiro ano, a Forever Bond estúdio não teve uma morada fixa. A marca ia aparecendo em espaços já existentes, entre lojas, mercados e outros locais, tanto no Porto como em Lisboa. A lógica mantém-se até hoje: apesar de a base ser o estúdio do Porto, as pop-ups continuam a fazer parte da identidade do projeto e permitem levar a experiência a diferentes cidades e públicos.

O espaço físico no Porto abriu em 2025, num quarteirão particularmente ligado às artes, com galerias, joalharia de autor e lojas de conceito. É agora a morada fixa da Forever Bond, mas não é o único lugar onde é possível fazer uma destas peças. Lisboa continua no mapa e a marca já passou também por Braga.

Léo Ferreira tem 45 anos e trabalhou durante 20 anos como designer têxtil. Ao longo desse percurso, foi realizando workshops e minicursos de joalharia, cerâmica e outras áreas criativas que acabaram por lhe dar ferramentas para experimentar novos caminhos.

A presença fora dos estúdio ganhou outra dimensão com os festivais. A Forever Bond marca presença no Primavera Sound, no Marés Vivas e, este ano, no Comida Continente. No caso do primeiro, a participação partiu da própria marca, que se candidatou, mas já fora do prazo, por isso inicialmente desistiu da ideia. Por coincidência ou não, acabaram por ser posteriormente convidada pela organização. 

Das pulseiras aos anéis nos dedos dos pés

As pulseiras continuam a ser o centro da Forever Bond, representando cerca de 60 por cento do trabalho, mas a restante oferta tem vindo a ganhar espaço. Entre as peças estão pulseiras e anéis, incluindo os cada vez mais procurados anéis para os dedos dos pés.

A própria fundadora identifica uma mudança clara nos pedidos dos últimos meses. Se antes a tendência passava por colocar uma pulseira permanente no tornozelo, agora já não parece suficiente.

“Ao contrário de outros anos, em que a pessoa queria uma pulseira permanente no tornozelo, este ano querem ter duas, ou querem ter três, ou querem ter mais”, revela.

Os pés também ganharam protagonismo. O anel de dedo do pé tornou-se uma das propostas procuradas por clientes que já conheciam a tendência. Muitos usavam anéis que acabavam por perder porque o modelo não estava ajustado ao corpo. Na Forever Bond, a peça é feita à medida, uma característica que Léo considera importante para a utilização no dia a dia.

“A pessoa fazendo à medida vai ser muito mais prática para usar do que uma que não seja dessa forma”

A lógica da marca é, aliás, essa: não há uma peça única que sirva para todos. Cada cliente escolhe a corrente, o pendente e a zona do corpo onde quer colocar a joia, construindo a combinação no momento.

Quando começou, em 2024, Léo tinha apenas quatro correntes disponíveis. Agora, tem cerca de 30 modelos, além de vários pendentes, que podem ser combinados de acordo com peça que cada pessoa pretende criar.

“Por vezes até vem com a ideia de fazer uma determinada peça e opta por outra completamente diferente”, explica.

A maioria das peças é feita em prata ou prata plaqueada a ouro, embora também exista a possibilidade de trabalhar com ouro mediante pedido. Os preços começam nos 20€ para as pulseiras em prata, enquanto os pendentes variam entre 5€ e 25€. Os anéis começam nos 15€ e as peças que ligam uma pulseira ao dedo, o caso da hand chain, têm preços a partir dos 40€.

Uma joia feita com significado para durar vários anos 

Mais do que comprar uma peça acabada, a experiência passa por construí-la. O atendimento é presencial e personalizado, mas a equipa procura deixar espaço para que cada pessoa faça as suas próprias escolhas.

“O atendimento é presencial, personalizado, mas fazemos sempre no sentido de deixar a pessoa à vontade a escolher, não interferir, a menos que a pessoa peça ajuda”, explica Léo.

Se houver dúvidas, a equipa pode mostrar fotografias de combinações para ajudar a perceber como determinada corrente funciona com um pendente. A decisão final, contudo, fica do lado de quem vai usar a peça.

É também por isso que o conceito se adapta a diferentes ocasiões. Além das marcações individuais, a Forever Bond participa em casamentos, despedidas de solteira e eventos empresariais. Há ainda gift cards, que permitem oferecer a experiência a outra pessoa e deixá-la escolher a sua própria joia.

A fundadora vê esta relação com a peça como uma das principais diferenças face à joalharia convencional. Em vez de uma compra por impulso, existe uma construção pensada para acompanhar a pessoa.

“Esta é uma peça em que a pessoa compra com propósito e significado, diferente de comprar por impulso e depois usar apenas duas vezes e esquecer-se que ela existe, esta é para durar e permanecer por vários anos.”

Agora, a próxima etapa volta a passar pelo online. Léo está a trabalhar num sistema de personalização que permita escolher a peça através do telemóvel ou computador, perceber o resultado e avançar com a encomenda sem depender de mensagens trocadas diretamente com a marca. O objetivo é lançar esta nova experiência ainda este ano.

Até lá, a Forever Bond estúdio continua a dividir-se entre a morada fixa no Porto e as pop-ups que levam o conceito a outros pontos do País. Porque, afinal, aquilo que começou com uma cliente a tocar à campainha de casa acabou por transformar-se numa marca que já leva a joalharia permanente aos pulsos, tornozelos e dedos dos pés.

Carregue na galeria para conhecer algumas propostas já desenvolvidas ao gosto de cada cliente e participação nas pop-ups.

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