Lojas e marcas

A Google decorou a primeira loja de sempre em Nova Iorque com cortiça portuguesa

A gigante tecnológica inaugurou um espaço inovador com salas de jogos que recebeu a mais alta certificação de edifícios verdes.
Fica por baixo dos escritórios.

A Google escolheu a cortiça portuguesa para decorar a sua primeira Retail Store de sempre, que foi inaugurada esta quinta-feira, 17 de junho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O espaço privilegiou o uso de materiais sustentáveis, garantindo a classificação LEED Platinum, a mais alta certificação do sistema de classificação de edifícios verdes e que representa a liderança em energia e design ambiental.

Segundo a Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), a cortiça portuguesa está presente no mobiliário da loja que apresenta uma linha de dispositivos e serviços para a interação com o público que a visita. Segundo os responsáveis, segue um “espírito colaborativo com o meio ambiente e com a preocupação de fazer a diferença na vida das pessoas.”

“A sustentabilidade é um princípio fundamental para a Google e, por isso, a primeira loja da empresa continuou com este trabalho e compromisso com o design sustentável”, explica a Google.

Daniel Michalik foi o designer convidado para desenvolver as peças de mobiliário em cortiça presentes no espaço. “Há muitos anos que acredito no potencial da cortiça para o design e arquitetura. Em 2020, quando fui abordado para desenvolver o mobiliário para este espaço, pensei log na cortiça devido às suas qualidades, ao conforto, bem como à sua sustentabilidade, princípios que ajudaram o espaço a alcançar a classificação LEED Platinum”, referiu.

Para o designer, a cortiça é um material de alto valor no futuro do design e da arquitetura, por ter características e desempenhos “incríveis” e sustentar todo um ecossistema. Um exemplo, reforça, que todos os materiais deveriam seguir.

google
É um material sustentável.

A Google Retail Store

Depois de vários anos a experimentar com pop-up stores, a Google decidiu lançar-se finalmente no retalho físico com a abertura da primeira loja, que fica localizado por baixo dos escritórios no bairro de Chelsea, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por lá, estão à venda principalmente os equipamentos de hardware da marca, incluindo os telefones Pixel, gadgets da Nest, Fitbits e outros produtos na mesma linha. No entanto, também há merchandising da Google, como chapéus ou T-shirts.

Apesar de a marca considerar esta a sua “primeira” loja, em conferência de imprensa esta quinta-feira os responsáveis recusaram-se a confirmar quando, onde ou se de facto irão abrir outros espaços. 

Foi desenhada como uma espécie de showroom (ou experiência de ativação de marca), mais do que propriamente como um espaço de retalho para vender produtos. Há bancos e cadeiras espalhadas na zona principal, mas também algumas salas a que a empresa chama de “sandboxes” (ou “caixas de areia”, em português) com experiências ligadas a produtos específicos.

Já a estética é mais confortável e convidativa do que, por exemplo, a de uma Apple Store. Tem muita luz natural e tons quentes de madeira. A Google convidou ainda um artista local (Daniel Michalik, como acima referido) para desenhar a mobília de madeira e cortiça. Muito do mobiliário e soalho foi desenvolvido recorrendo a materiais reciclados.

Há uma sala de jogos, outra para mostrar a fotografia dos telefones Pixel, um espaço dedicado aos produtos da Google para o dia a dia e ainda uma cabine circular em vidro onde serão exibidas as apresentações de algumas das tecnologias desenvolvidas pela empresa — começando pelo Google Tradutor.

Por lá, também será possível fazer reparações dos dispositivos Pixel e há suporte para todos os seus produtos de hardware, mas também de software. A seguir, carregue na galeria para ver algumas imagens da loja.

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