Entre cores misturadas à medida de cada cliente, desenhos inspirados na natureza e materiais trazidos diretamente do Japão, há um novo espaço em Lisboa dedicado a transformar a manicure tradicional em criações mais arrojadas. O Apua Nail Room abriu em julho e combina técnicas japonesas, designs personalizados e uma decoração de inspiração oriental.
O projeto foi criado por Mayu Miyahara, uma profissional japonesa, de 37 anos, que decidiu trazer para Portugal o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo de quase duas décadas na área da beleza. Depois de concluir o ensino secundário, frequentou vários cursos de estética, através dos quais obteve vários certificados profissionais. Seguiram-se oito anos de trabalho em salões no Japão, até abrir o primeiro espaço em Tóquio, por volta dos 28 anos.
Atualmente, Mayu tem três salões no Japão e trabalha com uma equipa de oito pessoas. A abertura do gabinete em Lisboa representa uma nova etapa no percurso profissional e concretiza um sonho antigo: ter um espaço próprio no estrangeiro. A escolha de Portugal surgiu depois de uma viagem que marcou a fundadora. “Foi o primeiro País para onde viajei sozinha, em 2023”, conta. A simpatia das pessoas, o clima agradável e a sensação de acolhimento fizeram-na considerar o sítio ideal para começar a expansão da Apua.
Mayu mudou-se para Lisboa em maio de 2026, depois de já ter visitado a cidade cinco vezes. Dois meses depois, abriu o Apua Nail Room, com o objetivo de apresentar às clientes portuguesas as técnicas e procedimentos que são desenvolvidos no Japão.
O nome “apua” representa a vontade de acompanhar e ajudar cada cliente, em que o trabalho não se resume a tornar as unhas bonitas. “Quero criar um espaço onde as pessoas possam relaxar, sentir-se bem consigo próprias e recuperar a energia positiva através deste momento de cuidado”, explica. A filosofia está presente na forma como organiza o atendimento e na atenção dedicada a cada escolha, desde os materiais até ao ambiente.
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A manicure japonesa é o elemento central do gabinete. Mayu trouxe do Japão os materiais que utiliza no trabalho, por considerar que a variedade existente naquele país permite desenvolver designs diferentes e explorar outras possibilidades. “Quero trazer para Portugal aquilo que sempre valorizei no meu trabalho no Japão: uma higiene rigorosa, um atendimento cuidado, uma consulta personalizada e técnicas japonesas delicadas e detalhadas”, afirma.
Além do gel, recorre a tinta, lápis e outros materiais para criar efeitos, desenhos e combinações de cores. “Gosto de criar designs inspirados em fotografias, na natureza e nas tonalidades que me rodeiam”, explica à NiT.
A formação em cor, realizada no Japão, é outra das ferramentas que aplica no atendimento. Em vez de trabalhar apenas com as tonalidades disponíveis, Mayu mistura as cores para criar uma opção personalizada, adaptada ao tom de pele, ao estilo e às preferências de cada cliente. O resultado traduz-se em propostas mais discretas ou trabalhos com padrões elaborados.
Assim, a manicure japonesa distingue-se pela forte hidratação da pele e cutículas, onde não são usados os vernizes habituais, mas sim um gel rico em nutrientes e algumas pastas feitas de cera de abelha, queratina e algas que ajudam o fortalecimento e crescimento da unha. Depois de aplicada a pasta é polida, sendo acrescentado um pó protetor para selar todo o processo, conferindo um brilho mais saudável.
Há quem goste de um acabamento natural, mas se é fã de cores pode misturá-las e criar vários estampados originais, como machas ou acabamentos brilhantes. Mayu destaca ainda que não faz extensões, ou seja, valoriza o comprimento natural da unha. O processo é desenvolvido sem aditivos químicos, por isso mais saudável para a unhas e para a sua durabilidade.
Para a fundadora, é essencial compreender as preferências das clientes e criar um ambiente onde se sintam confortáveis para comunicar as suas ideias. “Mesmo existindo diferenças de línguas e culturas, quero criar ligações entre as pessoas através das unhas e proporcionar momentos de tranquilidade e bem-estar”, destaca.
A decoração acompanha essa intenção. O gabinete reúne móveis e elementos de inspiração oriental, com uma estética moderna que procura transportar as visitantes para um ambiente de influência japonesa. Um dos detalhes que distingue o espaço é a utilização de uma cadeira de massagem, em vez da tradicional mesa e cadeira de manicure.
Durante a sessão, que pode durar entre uma hora e duas horas, as clientes têm tempo para aproveitar o processo e acompanhar a criação do design. Os preços variam consoante o serviço escolhido: a aplicação de uma só cor custa 35€, enquanto um design simples fica por 40€. Para quem procura um resultado trabalhado, com design completo, o valor é de 50€.
As marcações são feitas através do Instagram ou WhatsApp. O gabinete, situado na Rua Lucinda Simões, funciona de segunda-feira a sábado, estando encerrado aos domingos. A Apua em Lisboa surge assim como uma extensão do trabalho desenvolvido por Mayu no Japão, com a ambição de conquistar clientes através da qualidade técnica, da personalização e de uma experiência de cuidado.
Carregue na galeria e descubra mais detalhes sobre o espaço e projetos desenvolvidos pela fundadora.







