Quando Cátia Rochinha participou no programa da SIC “Era Uma Vez na Quinta”, em 2024, não saiu com o prémio, mas com um novo objetivo. Uma das concorrentes do reality show trabalhava com joalharia e, ao conversarem sobre o tema, perguntou-lhe por que motivo não se dedicava a esse gosto. A pergunta ficou.
Convicta de que podia ter um negócio seu, a criadora de 29 anos começou a empreender aquela que viria a tornar-se a sua marca homónima. Das vendas online passou para as feiras e mercados esporádicos até que, finalmente, surgiu a oportunidade de abrir um espaço permanente.
Inaugurada a 17 de março, em Viseu, a loja homónima de Cátia Rochinha é uma porta de entrada para o universo da etiqueta. O produto-estrela são as peças de bijuteria hipoalergénicas e à prova de água, mas conta agora também com outros acessórios.
“Tudo o que está exposto está relacionado com o meu gosto pessoal”, explica à NiT a fundadora, que não esconde a paixão por peças marcadas por alguma exuberância. “Não são propostas para serem apreciadas por toda a gente, mas marcam sempre a diferença.”
Ainda assim, admite que tenta acompanhar as tendências para dar resposta a um público “cada vez mais exigente”. “Agora estão a surgir muitas opções em resina, também temos visto que estão a voltar os cordões”, exemplifica. “Faço pesquisas, vejo exatamente o que se vai usar.”
Para desenvolver as suas coleções sazonais, uma dedicada à estação quente e outra à estação fria, Cátia também procura visitar feiras internacionais e conhecer novos fornecedores independentes de aço, a matéria-prima com a qual opta por trabalhar para que sejam mais resistentes.

Tal como as peças, também o espaço é um reflexo do seu gosto pessoal. “Como todas as minhas coleções têm uma paleta de cores muito ampla e formatos diferentes, queria que o espaço de exposição fosse o mais simples possível”, diz. Optou por tons mais neutros e poucas distrações.
Agora, vai buscar também a cor a apontamentos como carteiras e lenços, que acrescentou ao catálogo após a inauguração. Estes, porém, não são criados por si. “São essencialmente marcas espanholas com as quais trabalho. Uma delas tem artigos feitos à mão e isso levou-me a querer trabalhar com eles.”
Cátia demorou um ano até encontrar a localização ideal. “Queria nesta zona da cidade porque está muito ligada ao comércio tradicional. Sinto que está a voltar a ter importância e quero ajudar a desenvolvê-lo”, confessa-nos.
Apesar de sempre ter sido “muito vaidosa”, a jovem nunca estudou design. A viseense formou-se em história na Universidade de Coimbra, mas nunca exerceu na área. Manteve-se focada em abrir o próprio negócio, passo que deu há precisamente dois anos após ter aparecido em televisão.
À medida que a marca cresceu, o interesse do público-alvo também era notório. “Nos eventos onde ia, perguntavam-me se não tinha loja. Havia muita gente a dizer que devia ter um sítio para ir regularmente ou abrir um espaço meu”, recorda.
É, por isso, sem surpresa que nos fala do feedback positivo com que foi recebida esta loja. Muitas das pessoas que por lá têm passado, desde a festa de inauguração, são rostos já conhecidos. “Tenho sentido o passa-a-palavra através de pessoas que aparecem porque as amigas aconselharam.”
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