Lojas e marcas

As sapatilhas portuguesas cobiçadas em todo o mundo já têm loja no Porto

A Hirundo destaca-se pelos desenhos minimalistas com solas coloridas. Os modelos já chegaram a vários continentes.
Conheça-as de perto.

O sucesso da primeira coleção da Hirundo, lançada em dezembro de 2021, surpreendeu até os fundadores da marca. Venderam metade das sapatilhas do lote de estreia num mês. Pouco depois, os modelos cool e sustentáveis da marca portuguesa já tinham chegado a mais de 30 países e os pedidos não paravam de aumentar. Nesse momento, os irmãos Eduardo e Filipe Serzedelo perceberam que tinham de levar o negócio mais além.

Em 2022, abriram uma loja na EmbaiXada do Príncipe Real, em Lisboa. Em dezembro do ano passado, inauguraram mais um espaço, desta vez no Porto, no número 73 do Largo dos Loios.

“Curiosamente, a Hirundo nasceu no Porto, onde sempre estivemos sediados. O facto de continuarmos presentes no sítio onde nascemos representa tudo aquilo que somos como marca”, conta o cofundador Eduardo Serzedelo à NiT. “Tivemos em consideração o dinamismo cultural da cidade e o estilo de vida vibrante, o que nos motivou a trazer as nossas sapatilhas para este cenário.”

As propostas destacam-se pelo desenho relativamente minimalista e com uma identidade própria. As sapatilhas brancas, fabricadas em couro, apresentam solas de borracha sintética reciclável, em tons vivos e contrastante.

Ao mesmo tempo, explica, a expansão reflete o compromisso “em responder às necessidades dos clientes”, que têm aumentado na região. Quando encontrou um espaço vago no “mítico Largo dos Loios”, após vários meses à procura, não hesitou. “Podemos contribuir para o desenvolvimento económico e criar oportunidades de emprego.”

O espelho dá destaque aos modelos.

A decoração do espaço, reflete o espírito jovem de descontraído da marca. Os fundadores optaram por azulejos monocromáticos em verde-lima, inspirados no prédio onde a loja está instalada. É uma forma de “homenagear elementos distintivos da região de uma forma moderna”, diz.

“A paleta de cores foi escolhida para transmitir uma sensação de elegância e conforto, enquanto a disposição dos móveis visam otimizar o espaço e proporcionar uma experiência agradável aos clientes. Queremos que se sintam bem num vibrante, e cheio de cor.”

A parede semicircular, revistada por um espelho que confere profundidade ao espaço, é um dos destaques do ponto de venda. A equipa fez ainda uso de um móvel de exposição que, além de servir de uma mostra para os modelos, também serve de assento para todos os que querem experimentar um novo par.

A história da Hirundo

Apesar da estranheza que possa causar, o nome escolhido é um vocábulo de origem latina que significa andorinha. A escolha não foi feita ao acaso, mas porque existem paralelismos entre estas aves migratórias e os fundadores da marca. Assim como estes pássaros retornam a território nacional, ano após ano, durante a primavera, também Eduardo e Filipe Serzedelo o fizeram.

Após algum tempo a trabalhar fora, em países como o Brasil ou a Inglaterra, os irmãos retornaram às origens. Em parceria com outros dois sócios, Pierre Stark e Ann Massal — os quatro com idades compreendidas entre os 36 e 50 anos —, decidiram lançar este sucesso.

Apresentaram os modelos pela primeira vez através de uma plataforma de crowdfunding, em 2021. “Criámos o Kickstarter por duas razões: primeiro porque nos permitiu ganhar maior visibilidade. Logo no primeiro mês vendemos 35 mil euros, o que, para uma marca que não existia e com mais de 50 por cento dessas vendas a virem do estrangeiro, não está mau”, detalharam.

Hirundo
Mais uma oportunidade para as conhecer.

Eduardo era advogado no setor financeiro e não tinha qualquer tipo de experiência na área. Avançou para a criação das sapatilhas com ajuda do irmão e dos seus sócios — todos com experiência na área da beleza.

Desde então, venderam para países como os Estados Unidos da América, a Alemanha, o Reino Unido e a França, de onde são oriundos os outros dois sócios da marca. A clientela está espalhada por vários continentes, até na Oceânia, onde já venderam para locais como a Nova Zelândia e a Ilha da Reunião, no Oceano Índico.

Os clientes destes países ficam encantados com a qualidade pela qual Portugal é reconhecido: “É por isso que vemos cada vez mais países a produzir cá”, revela. Das peles às palminhas, passando pelos componentes interiores, tudo é proveniente de fornecedores nacionais.

Os próximos passos da Hirundo passam pela criação de novos desenhos, uma linha de artigos complementares e, claro, a abertura de mais espaços físicos dentro e fora do País.

As sapatilhas da marca estão à venda online por 145€ cada par.

Carregue na galeria para descobrir as combinações de cores disponíveis.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Largo dos Loios, 73
    4050-338 Porto
  • HORÁRIO
  • Segunda-feira a sábado das 10h às 19h

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