Lojas e marcas

H&M vai dispensar 1.500 funcionários — despedimentos podem afetar Portugal

A queda nos lucros da empresa, devido ao fim da atividade na Rússia, pode prejudicar trabalhadores nacionais.
O grupo tem mais de 100 mil trabalhadores.

A gigante H&M anunciou a semana passada o corte de cerca de 1.500 postos de trabalho. Esta segunda-feira, 5 de dezembro, o grupo sueco — que emprega mais de 100 mil funcionários em todo o mundo — adiantou que “ainda é cedo” para saber quantos funcionários da marca em território nacional serão dispensados. Os contornos da reconstrução negócio em Portugal ainda não estão definidos.

O plano de redução de custos, apresentado há dois meses, pretende minimizar o impacto da queda dos lucros após o encerramento das operações da empresa na Rússia. Ainda não foram divulgados os números de trabalhadores afetados pelo despedimento coletivo em cada país. “É muito cedo para dizer como ou se afetará as funções centrais em Portugal”, explicou um porta-voz da H&M, citado pela “Lusa”.

A redução dos postos de trabalho está incluída num programa de reestruturação da empresa, que vai custar aproximadamente 73 milhões de euros. O objetivo é que o programa permita poupar cerca de 183 milhões de euros já a partir do segundo semestre do próximo ano.

Helena Helmersson, presidente executiva da H&M, também já adiantou que, apesar de estar ciente que muitas pessoas serão afetadas, o grupo pretende apoiar todos os lesados pela decisão na procura por uma solução. Neste momento, a multinacional tem mais de 4 mil lojas físicas espalhadas por 77 países e marca presença em 57 mercados online.

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