Lojas e marcas

Hunter: a marca das galochas favoritas de Kate Moss abriu uma pop up store em Lisboa

O espaço inclui os bestsellers e as novidades da etiqueta britânica. Os modelos não podem faltar nos dias de chuva.
A supermodelo adorava-as.

Nas últimas décadas, a cada outono acontece o mesmo: fazemos repetidamente refresh no site da Hunter à espera de novidades. As icónicas botas de borracha coloridas da marca britânica são sinónimo do início do mau tempo e tornaram-se um símbolo não oficial da família real — e nas “queridinhas” das fashionistas.

Até 29 de dezembro, as propostas da etiqueta estão disponíveis numa loja temporária no piso 2 do El Corte Inglés, em Lisboa. O ponto de venda nos grandes armazéns foi inaugurado a pensar nas compras de Natal.

No espaço, os clientes podem encontrar as várias propostas da marca britânica para homem, senhora e para os mais novos. Nas prateleiras, estão expostos os bestsellers (como o modelo Original Tall Wellington, por exemplo) e algumas novidades do universo Hunter.

Alguns dos novos modelos.

A história da Hunter

A marca britânica existe desde o século XIX, com propostas de calçado, vestuário, mochilas e acessórios. Surgiu em 1856 e, naquela altura, chamava-se The North British Rubber Company, visto que o matéria-prima usada era sempre a borracha — característica que se mantém até hoje. Curiosamente, foi fundada por Henry Lee Norris e Spencher Thomas Parmelee, dois americanos.

O impacto da Hunter não foi apenas sentido na indústria da moda, mas também na história do mundo. Acredita-se que as botas Wellington — ou wellies, como são carinhosamente apelidadas — tenham tido um grande impacto na vitória dos Aliados sobre a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Graças à sua durabilidade e resistência, a empresa fabricava milhões de exemplares para responder às necessidades dos soldados nas trincheiras. E voltou a ser solicitada para fazer parte dos uniformes usados na Segunda Grande Guerra.

As botas da marca britânica consolidaram a sua posição no mercado do calçado essencial para várias tarefas no exterior, mas com o passar dos anos tornaram-se também uma opção ideal para quem pretende manter o estilo nos dias de chuva. A supermodelo britânica Kate Moss foi das primeiras a popularizar as galochas como complemento de outfits descontraídos, após ser vista a usar um par da Hunter em 2005, no festival de Glastonbury.

Porém, a lista de clientes é muito mais vasta e inclui a família real. Eram as favoritas de Isabel II, que as calçava para passear nas suas propriedades no campo. A princesa Diana também foi fotografada por diversas vezes com peças da marca, em Balmoral. A atual rainha Camila também costuma usar umas botas Hunter quando passeia os cães. Um selo real que colocou a insígnia entre as favoritas dos ingleses e causou fascínio internacional.

“Independentemente do país, a Hunter é o primeiro nome em que se pensa para botas de chuva e isso é muito poderoso. É uma marca intrinsecamente britânica, e achamos que exportar essa característica para o mundo tem um valor inatingível”, conclui Woodhouse, sobre um legado que conta já com 167 anos de história.

Porém, os clientes abastados não foram suficientes para evitar a banca rota da empresa, que declarou insolvência em junho. Leia o artigo da NiT sobre o fim das botas de borracha favoritas de Kate Moss.

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