Lojas e marcas

IKEA corta os subsídios aos funcionários em isolamento que não tenham vacina

A medida vai ser adotada pelo grupo sueco no Reino Unido, e gera um corte que ronda os 75% nos pagamentos por baixa médica.
Uma medida polémica.

Os governos dos países onde as taxas de vacinação são mais baixas estão a impor medidas cada vez mais drásticas na tentativa de mitigar o problema dos cidadãos que se recusam a vacinar. A estes juntam-se também empresas privadas que procuram, de uma forma ou outra, fazer com que os seus funcionários sejam imunizados contra a Covid-19. Um desses exemplos é a IKEA que, no Reino Unido, decidiu reduzir drasticamente o valor dos subsídios aos funcionários que fiquem em isolamento — e que não tenham tomado a vacina.

De acordo com o jornal “The Guardian”, atualmente os funcionários da retalhista recebem mais de 479,65€ — antes de taxas — por cada semana de baixa. Contudo, com esta medida, esse valor reduz substancialmente, passando para os 115,54€ por semana, durante os dez dias de isolamento.

Esta posição, referida pela primeira vez em setembro, não será, contudo, aplicada de forma taxativa. De acordo com o comunicado emitido por um porta-voz da cadeia de mobiliário e decoração sueca: “Reconhecemos que este é um tópico sensível e todas as circunstâncias serão consideradas caso a caso. Portanto, incentivamos qualquer pessoa com dúvidas ou preocupada com a sua situação, a falar com o seu gerente”.

Atualmente, no Reino Unido, apesar do contínuo aumento do número de casos diários, todas as pessoas que tenham recebido as duas doses das vacinas não são obrigadas a ficar em isolamento caso tenham tido um contacto de risco. O mesmo já não se aplica a pessoas sem vacina, que são contactadas por membros do governo, entrando automaticamente no sistema de teste e rastreamento.

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