Lojas e marcas

Inditex muda de estratégia: Zara vende vestido produzido a partir de emissões de carbono

A aposta numa produção mais verde faz parte da nova estratégia da Inditex. É uma resposta às exigências da União Europeia.
A fast fashion responde às exigências da União Europeia.

As ameaças que o planeta Terra enfrenta, a nível ambiental,  colocam sob os holofotes vários sectores de produção. No caso da moda, que continua a ser a segunda indústria mais poluente do mundo, a fast fashion é um dos modelos de negócio que mais contribuem para agravar a situação. Atenta a este problema, a Zara (a principal marca do grupo Inditex, um dos líderes mundiais deste segmento) lançou uma coleção de edição limitada com um vestido proveniente das emissões de gases de efeito de estufa.

Este é um dos temas que mais agita o mundo da moda, responsável por libertar entre a 2 a 8 por cento do total das emissões de carbono, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 

Uma vez que o recurso a materiais considerados sustentáveis não tem sido suficiente, os grandes nomes da fast fashion optam por novos caminhos. Aliando a moda à tecnologia, surgiu no catálogo da Zara um cocktail dress, que custa 49,95€ 3 já só está disponível nos tamanhos S e XL. É fabricado com um tipo de poliéster produzido a partir de um ingrediente obtido a partir das emissões industriais de carbono. O tecido é fabricado pela empresa LanzaTech.

O vestido de festa está quase a esgotar.

As mudanças no sistema de produção estão a partir de iniciativas da Inditex. O grupo que detém a Zara, e que se tornou a maior empresa de distribuição do mundo, está a mudar a sua estratégia. Assinou um acordo com a Euratex – Confederação Europeia da Indústria Têxtil e do Vestuário, abraçando o plano da União Europeia para combater a produção e consumo de moda aceleradas e assentes na descartabilidade.

“O grande desafio que se coloca neste momento à indústria é ter de estar descarbonizada e ser altamente circular dentro de 28 anos, o que é, na prática, muito pouco tempo e exige rapidez de ação”, explicou Mário Jorge Machado, presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal e membro da direção da Euratex, em declarações ao jornal Expresso sobre o tema.

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