Lojas e marcas

Inditex vai fechar em definitivo várias lojas em Portugal

O grupo espanhol está a apostar cada vez mais no online depois das quebras nas vendas provocadas pela pandemia.
A Zara da Rua Garrett deverá manter-se aberta,

A gigante da moda Inditex deu início a um processo para fechar definitivamente várias lojas no nosso País. Esta medida vai ao encontro à estratégia de gestão dos espaços físicos em vários mercados internacionais. Segundo a “Meios & Publicidade”, estão em causa localizações premium como a loja da Zara Home no Chiado, em Lisboa, e várias outras espalhadas por centros comerciais portugueses.

Esta decisão vai de encontro à nova política de crescimento das vendas da empresa, que passará por um maior foco nos canais online. Segundo a mesma publicação, o encerramento da Zara Home da Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, assim como outros espaços da insígnia em Lisboa e no Porto, já foi comunicada aos colaboradores.

No entanto, a “Meios & Publicidade avança que a lista de lojas que serão encerradas é maior e abrange outras marcas do grupo Inditex. 

Em Espanha, por exemplo, a empresa vai encerrar 79 lojas da Zara, Bershka, Massimo Dutti, Oysho e Pull&Bear até abril de 2021. O grupo fechará definitivamente pontos de venda em algumas das ruas mais movimentadas das principais cidades do país, como a Gran Vía, em Madrid, e as Ramblas e Paseo de Gracias, em Barcelona. Além disso, vão fechar espaços em alguns dos principais centros comerciais espanhóis. Massimo Dutti, Zara e Stradivarius serão as insígnias mais afetadas por esta estratégia.

Durante o ano passado, a empresa sofreu uma quebra de vendas sem precedentes por causa da crise económica provocada pela pandemia de Covid-19. Até ao terceiro trimestre de 2020, as vendas foram quase 29 por cento inferiores face ao período homólogo de 2019. Ao mesmo tempo, as vendas online dispararam 75 por cento e 97 por cento das visitas aos sites eram orgânicas.

Segundo as previsões da Inditex, as vendas online poderão representar mais de 25 por cento do total das receitas em 2022. Em 2019, rondavam os 19 por cento. 

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