Lojas e marcas

Já abriu a primeira concept store de joalharia em Viana do Castelo

Vai encontrar propostas mais clássicas e outras com um design mais arrojado. Há opções para todos e qualquer ocasião.
Tem propostas tradicionais e outras mais modernas.

Muitas marcas celebram o seu aniversário com uma nova coleção, um novo produto ou descontos especiais. Mas Lia Gonçalves, de 34 anos, decidiu levar isto mais além e, para assinalar o décimo aniversário da Lia, a sua marca de joalharia, abriu uma loja física. A Adorn, a primeira concept store de Viana do Castelo, uma cidade intrínseca à sua existência, foi inaugurada a 10 de maio.

“Comecei com esta marca própria há 10 anos. Paralelamente, fazia peças em freelancing. Com outras colegas abri uma loja no Porto, a Colectiva”, conta à NiT. Este é, contudo, o seu primeiro grande projeto individual. “Decidi apostar na joalharia porque foi nisso que me formei. Quando terminei o curso, muitas empresas estavam a falir. Percebi que havia uma saturação no mercado e havia só uma competição de preços, porque o produto era, essencialmente, o mesmo”, começa por contar.

“Quis romper com o que existe na cidade, e introduzir um produto novo”, explica. Esperava há uma década por aquele momento. Foi uma escolha sua, impulsionada por fatores exteriores. “Com a economia da altura e o perfil da população não seria tão seguro abrir uma loja como é agora. Viana é uma cidade muito pegada à tradição, ao folclore. Mas ver a cidade crescer e evoluir deu-me vontade de estrear este conceito”, acrescenta a licenciada em design de joalharia na ESAD (e mestre em design de produto).

A pandemia também influenciou esta decisão. “Foi quase como uma reflexão pós-Covid. Queria estar perto dos lugares onde sou feliz, e dar à cidade que me viu crescer aquilo que criei.” A isto acresce-se a evolução e estabilização da Lia. “A marca já é sustentável e vende noutros mercados.”

Pode encontrar peças da etiqueta em lojas no Porto, Lisboa, Coimbra, Braga e até em Paris, a capital francesa, ou no Líbano. “Foi um trabalho de anos. Cheguei a fazer várias vezes a mesma feira em Paris em apenas três meses, para fidelizar o cliente e garantir-lhes que não ia desaparecer, porque isto de comprarem a uma marca recente e depois ela desaparecer no ano seguinte acontece imenso”, garante.

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De volta a Viana do Castelo, decidiu que o espaço não seria apenas uma loja onde pode comprar uma joia bonita ou diferente para alguém especial. É uma plataforma de visibilidade para outros artistas que podem estar a começar ou que pretendem mostrar as suas criações. “No andar de baixo temos uma galeria com arte de vianenses que produzem para todo o mundo”, realça. E mais: a partir de setembro decorrerão workshops para todos aqueles que têm um gosto pela joalharia, podendo descobrir todo o processo por detrás de uma peça.

Opções em metal, prata, ouro e até de um material recuperado feito com celulosa bacteriana (que substitui o couro), são algumas das opções que encontra na Adorn — e atraem os clientes pela sua peculiaridade. São feitas manualmente em ateliers no norte do País, e quase todos os produtos usados são nacionais. Uma peça pode demorar uma semana até estar concluída.

A par destas, encontra ainda alguns artigos de cerâmica, também bastante ligados à cidade natal de Lia Gonçalves — e são um dos grandes símbolos do espaço. “Chamam-se Olívias e são da marca Tons de Terra. São pequenas bonecas que todos os anos têm uma edição que representa as viagens da avó da autora que viajou e viveu de norte a sul do País. Na edição do ano passado tiveram bordados vianenses, e agora representam a orla costeira, com algas que exaltam aquela zona”, destaca.

Os preços das diferentes peças da insígnia variam bastante, especialmente agora que estão a reformular a tabela. Tanto encontra um artigo por 15€ como por 800€. Mas a maior parte das peças que os clientes compram rondam os 75€.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Manuel Espregueira, nº 93, Viana do Castelo
    4900-563 Viana do Castelo
  • HORÁRIO
  • De segunda-feira a sábado das 9h30 às 19h

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