Lojas e marcas

A maravilhosa coleção de Juliana Bezerra que esgotou várias peças em poucos dias

Para o verão de 2021, a joalheira convidou Helena Coelho para fotografar uma linha inspirada em Miró, Dalí e Dorothea Tanning.
Os brincos Manifesto voaram da loja online.

“O impacto da mudança obrigou-me a sair da minha zona de conforto”, começa por explicar Juliana Bezerra sobre a sua nova coleção de joalharia, que lançou oficialmente a 11 de junho. “A minha primeira e principal inspiração foi o surrealismo”.

Para desenhar as novas propostas, que incluem escapulários, brincos, pulseiras e anéis, resolveu convidar a fundadora da marca portuguesa Sienna e desenvolver uma colaboração única. “A ideia seria partilhar referências e influências e construirmos duas coleções diferentes — de joalharia e de roupa — a partir do mesmo conceito”, acrescenta.

Liberdade para sonhar, para sair, para dizer, para pensar e para fazer. Numa altura longínqua antes da pandemia de Covid-19, em que víamos a liberdade como uma garantia, Juliana Bezerra retirou inspiração deste “doloroso processo de a perder”. O resultado foi a linha Liberté, que já está disponível na loja online da joalheira.

As principais escolhas estéticas para desenvolver a sua coleção de joalharia (e para as propostas de vestuário da Sienna) vieram dos girassóis de Dotothea Tanning, dos gatos de Miró, do olho de Dalí, mas também de elementos inesperados como o osso buco.

“O surrealismo é uma influência forte, mas para mim é muito importante que um tema não descaracterize uma coleção. No final, quando acabo um projeto, tenho que olhar para as peças e sentir que estão alinhadas com o meu trabalho, que me representam a mim, mas também uma evolução — que são um passo em frente e não um passo ao lado”, revela Juliana.

 
 
 
 
 
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E continua: “Por isso mesmo não posso só mergulhar nas artes e no que já está feito, ainda que seja muito inspirador. Estou sempre atenta a tudo o que me rodeia. Guardo tudo e trago para casa. Grande parte do meu processo criativo passa pela descoberta de novas formas e dos meus próprios elementos.”

A coleção Liberté é composta, sobretudo, por brincos oversized, modelos que a joalheira considera desafiantes. “Os brincos são peças statement. Na verdade, é difícil criar objetos mais excêntricos, maiores, e perceber ao mesmo tempo se são confortáveis e não pesam na orelha. É um trabalho que exige muita experimentação.

Quando era miúda, a brasileira de 40 anos adorava inventar brincadeiras. Mais tarde, transferiu a imaginação para os novos materiais que começou a trabalhar. “Sempre adorei bijuteria, por isso aproveitei os tempos da faculdade para criar umas peças.”

Com apenas 20 anos produziu à mão os primeiros brincos, dos quais se recorda bem. “Eram grandes e feitos de latão. Levei-os para a faculdade, em Fortaleza [no Brasil], e mal a funcionária da secretaria os viu perguntou se eu vendia esses acessórios.”

Mais tarde, quando terminou o curso de Turismo e Hotelaria, Juliana viajou até Lisboa com o objetivo de passar três a quatro meses pelo nosso País, mas apaixonou-se duas vezes: pela cidade e por Francisco Martins, um lisboeta que hoje é seu marido — e com quem teve uma filha, a Clara. Leia a sua história no artigo da NiT.

Agora, é um dos nomes de maior sucesso na joalharia em Portugal. A nova coleção até já tem peças esgotadas — como é o caso dos brincos Manifesto (175€) ou dos Estrelar (90€) — e a campanha foi fotografada com a modelo Helena Coelho.

A seguir, carregue na galeria para conhecer algumas peças de joalharia da linha Liberté.

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