Estávamos em 2013. Maria Fernanda Santos, insatisfeita com as opções de swimwear disponíveis em Portugal, juntou-se a duas irmãs, Marta e Inês Fonseca para um projeto ainda sem nome. O objetivo era dar resposta a algumas das maiores inseguranças femininas durante o verão.
Chamaram-lhe Latitid e, desde então, a etiqueta tornou-se uma das cobiçadas neste segmento, em Portugal. Cláudia Vieira, Catarina Furtado e Carolina Patrocínio são apenas algumas das celebridades que, ano após ano, ostentam os novos modelos nas praias nacionais e internacionais.
Presente na EmbaiXada do Príncipe Real há 12 anos, a marca deu um novo passo esta quarta-feira, 27 de maio, com a abertura de um novo ponto de venda. É no número 69 da Rua dom Pedro V, apenas a alguns metros da morada anterior, que abriram a primeira loja de rua na capital.
Para trás, ficou a presença no palacete do século XIX. “Custou-nos a sair de lá. Começámos numa parede, fomos para uma loja pequenina e só depois é que chegámos à loja mãe, em que as janelas davam para a fachada”, recorda à NiT Inês Fonseca, acerca do percurso. “Foram passos interessantes.”
No entanto, as sócias sentiram que faltava uma loja só da marca, com uma porta aberta para a rua. “A principal motivação era atrair um público que provavelmente ainda não nos conhece”, acrescenta.
Com cerca de 120 metros quadrados, a nova loja mantém os azulejos que se tornaram uma parte da imagem de marca da Latitid. Ainda que tenha sido “muito difícil” replicar a loja anterior, aproveitaram a tijoleira típica do pavimento, que combinaram com charriots pretos, muita madeira e vegetação.
Há ainda um pequeno mezanino, com cerca de 60 metros quadrados, com uma etiqueta convidada que aceitou dividir a loja. Os biquínis e fatos de banho são complementados com as sapatilhas unissexo Hirundo, também ela uma marca portuguesa e, até então, com presença na EmbaiXada.

Na parte de baixo, porém, há todo o universo da Latitid. “Temos à frente sempre as coleções novas”, explica-nos Inês. O drop mais recente chama-se Villa Spaggia e faz parte da coleção La Vacanza, dividida por vários capítulos inspirados nos vibrantes verões italianos.
Ao longo dos últimos anos, a marca tem apostado em propostas de swimwear irreverentes, cosmopolitas e com identidade forte. Todas as peças são produzidas 100 por cento em Portugal. “Cada coleção é pensada como uma viagem, inspirada em cidades icónicas como Porto, Barcelona, Londres ou Istambul, e marcada por uma estética contemporânea e tendência.”
Atrás, ficam alguns lançamentos antigos, mas ainda assim procurados entre o grande público, até que chegamos aos provadores. São eles que assinalam o fim desta nova viagem ao universo da Latitid. “Vamos apostado nesta estratégia de fluxo para que tudo possa fluir melhor.”
Bem mais do que biquínis
Este novo espaço permite também expor uma parte mais alargada da restante oferta da marca, mais especificamente do activewear, que tem sido cada vez mais um trunfo das fundadoras. Entre as propostas, estão também as linhas Mini, Teen e, este ano, anunciou o regresso da linha bridal, após o sucesso de 2025.
Esta oferta justifica o crescimento da marca que, só em 2026, já regista um crescimento de 115 por cento no volume de vendas, face ao período homólogo. “Lançámos as coleções mais cedo, as relações com as fábricas estão a correr melhor e o online tem sido a principal aposta”, justifica Inês.
Além disso, a exportação é, cada vez mais, uma prioridade em todas as categorias disponíveis. Além de Portugal, Espanha é o segundo mercado onde têm maior presença, incluindo física. Segue-se os EUA e a Suíça, um dos vários “mercados da saudade”, como a própria descreve, dado o número de portugueses.
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“No ano passado, fizemos uma feira de resortwear em Paris e vamos querer repetir a experiência”, continua, destacando o interesse de um grupo turco, com mais de 250 lojas pelo mundo, que comprou a coleção de exportação da Latitid. Abrandar é uma palavra proibida nesta fase.
Além disso, continuam a expandir a influência da etiqueta através de pop ups (como as já habituais aberturas em Cascais), em lojas multimarca e, sobretudo, em hotéis, onde têm inúmeros turistas. “Por estes dias, uma espanhola viu a nossa marca e quis encomendar peças para a loja dela em Espanha”, revela-nos.
A evolução tem sido constante desde que o nome surgiu, pela primeira vez, num showroom na Rua Garrett. Marta tinha acabado a formação em design de moda, enquanto Inês trabalhava com marketing no Millenium. A terceira sócia, Fernanda, tinha os contactos com as fábricas e ajudou a desenhar todos os modelos.
Em 2017, abriram a primeira loja no Porto, na Rua da Luz, onde uns anos antes tinham estreado também um showroom. Atualmente, no norte do País, é no número 107 da Esplanada do Castelo, na Foz Velha, que desde 2023, a legião de seguidores da marca encontra os modelos que, todos os anos, surgem nos feeds das redes sociais.
Além destas duas lojas, encontra sempre todos os novos modelos no site oficial. A nova coleção já está disponível com preços a partir dos 39€.
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