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Lojas e marcas

Marca portuguesa com peças feitas a partir dos tradicionais Saris indianos chegou a Marvila

Na nova loja da Anahí encontra casacos, vestidos ou quimonos. É um sucesso em festivais de música e tem roupa para o ano inteiro.

Já não era a primeira vez que Rita Galamba viajava até à Índia, mas foi a visita na qual sentiu uma maior ligação com o país. Durante uma temporada, em 2017, conheceu muitas das pessoas locais e, fascinada com algumas das peças que viu nascer por lá, decidiu trazer algumas camisas masculinas.

A ideia inicial era simples. A criativa de 32 anos juntou-se a Ana Abreu, amiga de longa data, para vender estes modelos em festivais de música de forma a juntarem dinheiro para a viagem seguinte. As pessoas acabaram por aderir tão bem que esgotaram o primeiro lote e, a partir daí, nunca mais pararam. Tornou-se uma presença regular em mercados e festivais.

Com quase uma década de existência, a dupla decidiu dar um novo passo e abrir o primeiro espaço físico da Anahí India, inaugurado a 21 de novembro no 8Marvila, em Lisboa. Uma morada pensada à medida e com todas as propostas que caracterizam a marca portuguesa de inspiração indiana.

“Nunca tínhamos pensado numa loja, achávamos que era uma prisão porque gostamos tanto de viajar. Sempre foi uma decisão que adiámos”, começa por explicar Ana, de 31 anos, à NiT. “Só que, como começámos a fazer algumas pop up por cá, e passou a haver um espaço disponível, surgiu o convite.”

No interior, os clientes encontram dezenas de casacos, vestidos ou quimonos, entre outras propostas, feitas a partir de tecidos tradicionais indianos chamados de Saris Vintage. As amigas importam-nos da Índia para que sejam reciclados e reaproveitados em todas as coleções.

Atualmente, a Anahí tem produção própria e local nos dois países, em Portugal desde 2019. Em ambos, trabalham com costureiros que “acabaram por se tornar amigos”, acrescenta. “Vamos todos os anos até à Índia para acertar os modelos, escolher os tecidos e ver a produção de perto.”

As duas amigas à frente da loja.

Com cerca de 25 metros quadrados, este novo espaço é também um reflexo desta identidade. Embora mantenham a estética industrial, optaram por seguir um visual mais clean para que o destaque fossem as propostas coloridas e com muitos padrões.

“Estamos habituadas a estes desafios porque montamos muitos stands para mercados ou festivais”, explica. Foi “de forma orgânica” que, de evento em evento (como o Boom, por exemplo), a marca se aproximou dos novos e atuais clientes, de várias partes do País.

Ana explica que o processo de criação é igualmente orgânico e que as ideias surgem de modelos que ambas usariam. “O crescimento [do catálogo] tem sido muito orgânico e acontece, muitas vezes, por necessidade pessoal”, continua. 

Embora o destaque atual seja os artigos dedicados à estação fria, na loja os clientes encontram sempre peças que são vendidas durante o ano inteiro, como a sedas. É o caso de camisas ou quimonos unissexo, alguns dos bestsellers. “Tentamos ter o máximo possível de oferta na loja, porque nem sempre é possível nestes eventos.”

Apesar deste novo passo, a presença em festivais continuará a fazer parte da estratégica da Anahí. Ana conclui que, como preferem não definir muitos objetivos a longo prazo, para já, o desafio passa por consolidar a loja como uma referência na cidade e continuar a crescer no online. 

Pode conhecer o catálogo completo da Anahí no site da marca. Os preços começam a partir dos 19,90€.

Carregue na galeria para ver mais imagens do espaço.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Praça David Leandro da Silva 8
    1950-064 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Quinta e sexta-feira das 12h às 20h
  • Sábado e domingo das 12h a fecho sob consulta

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