Lojas e marcas

Marca portuguesa que cria joias de luxo à medida já fez peças para Lamine Yamal e Rúben Neves

The AJ Jewels, sediada no Porto, aposta no serviço personalizado, com peças em ouro e diamantes. Faz também anéis de noivado e alianças.

Uma fotografia, uma referência antiga ou a vontade de ter uma joia diferente das outras. É assim que começam muitos dos projetos da The AJ Jewels, marca portuguesa de alta joalharia especializada em peças personalizadas em ouro e diamantes.

O catálogo inclui anéis, colares, pulseiras e brincos, mas é no trabalho feito à medida que está uma das principais apostas da marca. O processo começa numa conversa com o cliente, passa pelo desenho e desenvolvimento da peça e termina com a produção feita pela própria equipa. “Quem procura um serviço personalizado quer algo que não existe no mercado”, explica João Soares, um dos fundadores.

A marca nasceu em 2022 e, para responder à procura, decidiu criar uma estrutura própria e construir uma fábrica, cuja atividade no ano seguinte. A decisão surgiu depois de perceberem que depender de diferentes fábricas tornava os prazos demasiado imprevisíveis. Uma peça estar dependente da resposta de terceiros poderia demorar um, dois, três ou quatro meses, dependendo do projeto. Para uma marca cujo negócio depende precisamente da capacidade de transformar rapidamente uma ideia numa peça, isso era um problema.

“A única forma de sermos independentes e conseguirmos dar resposta ao nosso negócio foi começarmos por aquilo que normalmente não se começa: investir numa fábrica”, explica João, de 40 anos.

Agora, na fábrica, localizada no Porto, estão reunidas diferentes equipas e fases do processo. Há designers que trabalham a ideia inicial, designers digitais que a passam para o computador, tecnologia de renderização e impressão 3D, fundição do ouro, joalheiros responsáveis pela execução da peça, aplicação dos diamantes, gravação e controlo de qualidade. 

A produção própria permite ainda controlar mais de perto os acabamentos. É também na própria fábrica que a marca recebe alguns clientes. Existe um showroom privado onde podem conhecer as peças e acompanhar o processo de produção, numa experiência que o fundador considera diferenciadora. “É colocarmos uma joia e vermos o processo dela a ser formada”, resume à NiT.

Para clientes internacionais, a experiência pode acontecer de outra forma. A equipa desloca-se, apresenta as peças e acompanha pessoalmente o processo. Quando alguém chega com uma ideia, João pode regressar à fábrica, desenvolver o desenho, preparar uma apresentação em 3D e voltar a apresentar a proposta ao cliente antes de avançar para a produção.

Joias para homem

A procura por uma peça que não se encontra facilmente numa montra define as criações. Há peças grandes e exuberantes, com vários diamantes e formatos mais marcantes, que ganham mais visibilidade nas redes sociais. Mas também há espaço para propostas minimalistas e delicadas.

Entre as peças mais procuradas estão as joias para homem. A marca tem uma oferta específica de colares, pulseiras, anéis e outras criações masculinas, uma área que João Soares acredita estar a ganhar cada vez mais espaço. “Os homens começaram a consumir cada vez mais joias e faz parte do estilo e do styling atualmente”, explica à NiT.

Neste universo entram colares mais grossos, pulseiras e criações com diferentes pedras preciosas, mas também peças desenhadas especificamente para responder a uma determinada referência. A inspiração pode vir de uma joia dos anos 80, de uma fotografia ou de uma tendência, mas o objetivo não é reproduzir o original. “Não ser uma cópia, mas ser só uma fonte de inspiração”, esclarece João.

A marca trabalha sobretudo com ouro e diamantes naturais, mas também utiliza pedras preciosas como safiras, rubis e esmeraldas. No caso dos diamantes, a The AJ Jewels explica que trabalha com os chamados 4Cs: cor, pureza, lapidação e peso em quilates, critérios que determinam a qualidade, aparência e valor de cada pedra. As peças com diamantes de 0,50 quilates ou mais são acompanhadas por certificação GIA, além do certificado próprio da marca.

Para o fundador, não basta apresentar um diamante como uma pedra preciosa e deixar que o cliente escolha com base apenas no tamanho ou no preço. A equipa procura explicar o que está por detrás de cada pedra e as diferenças entre elas. “Damos praticamente uma aula a quem nos compra joias”, conta.

O anel custa 16 mil euros, os brincos estão a 14 mil e o colar a 55 mil.

A ideia é ainda mais importante quando se trata de anéis de noivado. O fundador conta que muitos clientes chegam depois já terem visitado várias joalharias e terem recebido propostas, mas sem compreenderem aquilo que estavam a comprar. Na The AJ Jewels, a intenção é começar por explicar os diamantes que estão disponíveis e só depois definir a peça e o orçamento final. 

Mais do que uma peça de luxo, são criações associadas a um momento específico da vida do cliente. A equipa procura perceber o perfil da pessoa que vai receber a joia, as preferências de quem faz o pedido e aquilo que pode tornar o resultado mais pessoal. Depois da entrega, diz João, que é habitual receberem uma mensagem de agradecimento. “Não são as peças que nos fazem ganhar mais dinheiro, mas são as peças que nos dão mais prazer fazer”, admite João à NiT.

Essa relação de proximidade é uma parte importante da proposta da marca. E não se limita aos clientes particulares. Ao longo do percurso, a The AJ Jewels começou também a trabalhar com figuras públicas, mantendo, na maioria dos casos, uma política de grande discrição.

Lamine Yamal é um dos exemplos que já foi associado publicamente à marca. O contacto com o futebolista espanhol surgiu através de uma recomendação, depois de este procurar uma peça especial. O primeiro projeto começou com um colar, que acabou por dar origem a uma pulseira e dois anéis. 

A partir daí, a relação continuou. Durante algum tempo, a marca optou por não divulgar as peças que fazia para o jogador, respeitando a sua privacidade. Só mais tarde, quando Yamal decidiu usá-las publicamente, é que a imprensa espanhola associou as peças à marca portuguesa e a colaboração ganhou maior exposição.

Rúben Neves é outro nome ligado à The AJ Jewels. Para o futebolista português, a marca desenvolveu peças como o anel de noivado e as alianças de casamento. Rafael Leão é também apontado pelo fundador como outro dos jogadores que já mostrou uma peça da marca nas redes sociais. Neste caso, tratava-se de uma corrente grossa em ouro com uma medalha cm o numero 45, com detalhes de flores e um avião em diamante.

Assim, a discrição acaba por ser parte da relação de confiança que a marca procura construir. “Estes clientes dizem que gostam de comprar conosco precisamente pela discrição, afirmam que somo muito respeitadores e silenciosos”, conta João à NiT.

Segundo o fundador, uma criação personalizada começa normalmente acima dos 2500 euros, enquanto o valor médio das vendas ronda os 10 mil euros. Já foram produzidas peças de 50 mil, 100 mil e até 250 mil euros, dependendo dos materiais, dimensões e nível de personalização. Assim, para falar com a marca pode contactar através do Instagram ou número de WhatsApp disponível na loja online.

A marca não trabalha, por isso, com uma lógica de produção em massa. É também por isso que João diz que a empresa prefere crescer de forma controlada, sem comprometer a qualidade e o acompanhamento. 

No fundo, é esta combinação que define a The AJ Jewels: uma marca portuguesa de alta joalharia que junta ouro, diamantes e pedras preciosas a um serviço feito à medida. Para João Soares, a diferença não está em ser uma joia luxuosa. “Aquilo que nos distingue é a assertividade e a clareza com que explicamos os diamantes para que a pessoa tenha a certeza daquilo que está a comprar e corresponder às expectativas no design”, resume à NiT.

Carregue na galeria para conhecer algumas das peças disponíveis e projetos desenvolvidos ao detalhe para cada cliente.

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