Lojas e marcas

Maria Flaminga: a marca portuguesa que ajuda a criar furos de água potável em África

A produção deste projeto de swimwear é toda feita em atelier, 100% nacional e apenas por encomenda, para não desperdiçar tecidos.
Os modelos são muito originais.

Carolina Figueiredo, de 23 anos, percebeu num workshop de costura que havia algo de especial no processo de confeção que a permitia fugir aos biquínis tradicionais e criar modelos personalizados ao seu gosto. Foi com esta descoberta que decidiu lançar a sua própria marca de swimwear em março de 2019 — e desde então nunca mais parou.

Hoje, a Maria Flaminga está mais crescida, mas mantém o mote inicial: permitir às clientes que criem um biquíni ao seu gosto, conjugando tops e cuecas de diferentes modelos, tamanhos e padrões. 

A produção é portuguesa, feita em atelier — e não em fábrica, reforça a fundadora — por uma equipa de costureiras, de forma a produzir cada modelo por encomenda e evitar desperdícios de material. São elas que fazem o orçamento do valor por peça e Carolina não negoceia. “No fundo, aquilo que elas consideram ser justo pelo seu trabalho é o que é para mim um salário justo”, explica.

É a fundadora quem idealiza os padrões, a paleta de cores, as inspirações e os desenhos finais, tudo com o apoio de uma amiga arquiteta com quem trabalha e que desenvolve estampados exclusivos. A produção é feita por encomenda de forma a ser o mais sustentável possível. “Só produzo aquilo que vendo”, acrescenta.

 
 
 
 
 
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Em março deste ano, chegaram as propostas para a primavera/verão de 2021, que desta vez contam com lycra em Econyl, uma fibra reciclada que é feita a partir de redes de pesca recolhidas do oceano e outros resíduos que iriam para o lixo.

A coleção chama-se Saudade para representar um sentimento que tem sido tão determinante em tempos de pandemia. “Saudade de um bom abraço, saudade de um beijo de um amigo, saudade de uma avó que vemos pela janela, saudade de férias em família, saudade daquele jantar de amigos, saudade de viajar, saudade de algum lugar, saudade do mundo pré-Covid”, explica a fundadora.

Há biquínis e fatos de banho à venda na loja online, com preços entre os 47€ e os 53€, e cortes originais e variados, desde tops assimétricos a cuecas de cintura subida, passando por folhos, laços e franzidos, tudo com padrões exclusivos e muito coloridos.

Entretanto, a Maria Flaminga também quer “contribuir para um mundo melhor” de outras formas além da sustentabilidade. Para ajudar a melhorar as condições de vida e de trabalho de populações desfavorecidas, associou-se à Thirst Project Portugal e está a doar 1€ por cada peça vendida a favor da criação de furos de água potável no reino de Essuatíni, em África.

A seguir, carregue na galeria para conhecer alguns modelos da coleção Saudade, da Maria Flaminga.

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