Quando começou a sentir os primeiros sinais da menopausa, com 47 anos, Marisa Cruz percebeu que muitas mulheres não partilhavam o momento nem com as melhores amigas. “Não estava preparada para o que poderia ser”, confessa à NiT. “Achava que só ia aparecer aos 60, mas de repente apareceram sintomas intensos.”
Ao notar a pele a ficar diferente, mais flácida, a modelo e apresentadora de televisão, agora com 51 anos, começou a ter mais cuidados. Apesar de ser uma “altura muito confusa”, aproveitou o tempo livre, afastada do ecrã, para pensar em soluções.
“É um problema que não tem apenas a ver com mulheres mais velhas. Há gente com 30 anos que está com a menopausa e há cuidados específicos para cada parte do corpo”, explica. “No entanto, não havia, no mercado, marcas nacionais com uma grande oferta. Decidi juntar o útil ao agradável.”
Marisa passou os últimos quatro anos a trabalhar na Rhyza, que é lançada oficialmente este sábado, 14 de fevereiro. A marca portuguesa dedica-se aos cuidados de pele e intimidade feminina para “mudar a conversa sobre a menopausa” e “redefinir a forma como a mulher adulta é representada” neste universo.
Composta por três produtos — um sérum facial, um creme de noite e um gel íntimo protetor — a gama de estreia quer tratar o envelhecimento como um professo natural. Não se trata de apregoar mais discursos anti-idade, “como um problema a corrigir”, mas antes defender um manifesto pro-aging.
“É um ritual de noite”, esclarece Marisa, acrescentando que a Rhyza (cujo nome remete para as ruas raízes, uma vez que é nascida em Angola) quer surgir numa fase da vida em que é necessária uma hidratação específica para cada parte do corpo. “É a fase do dia em que a mulher tem mais tempo para si.”
Trata-se ainda de uma marca “muito sensorial”, com destaque para os cheiros e texturas. Inspirada nesta herança angolana, a fundadora apostou em óleos de origem africana. É o caso do baobá, um fruto de uma árvore chamada embondeiro, muitas vezes chamada de “árvore da vida”, considerada sagrada em várias culturas.
Ver esta publicação no Instagram
Aliando eficácia clínica e estética premium, Marisa passou os últimos quatro anos a colaborar com um laboratório português até chegar ao produto ideal. Todas as propostas foram formuladas com “ativos bioativos de alta performance”.
“Quando estava com menos trabalho em televisão, fiz medicina ayurvédica onde aprendi várias coisas relacionadas com terapias e nutrição. Num dos módulos, sobre skincare, profundei ainda mais o que, para mim, é a saúde e a beleza. Para mim, beleza é saúde e isso reflete-se no estado de espírito”, recorda.
Marisa juntou esta especialização ao seu percurso como modelo, que iniciou aos 16 anos. Na altura, os cuidados com a pele já eram algo muito presente. “Uma das coisas necessárias era andar sempre de cara lavada e hidratada. Os meus investimentos eram usados para experimentar cremes.”
Passadas várias décadas, mantém a paixão, mas agora com uma nova missão, “a aceitação da mulher com todos os defeitos e virtudes”. “Não há cremes milagrosos e fiz questão que tivéssemos ingredientes fantásticos, pra que todas as mulheres sintam conforto.”
A comunicadora revela que “tem uma linha completa no laboratório”, mas que as etapas de lançamento serão faseadas. Como está completamente sozinha à frente da marca, “a dar um passo no escuro”, o investimento tem sido feito aos poucos, para estudar a resposta do mercado.
“Temos muitos planos para a Rhyza porque, além de uma marca de skincare, queremos que seja uma comunidade para debater estes assuntos”, diz. Entre os planos, não esconde a vontade de lançar também uma linha masculina, mas para já o foco continuará a ser o universo feminino.
Acima de tudo, quer que este projeto ajude a “falar sobre a menopausa, que se façam perguntas e tirem dúvidas”, conclui. “Há coisas que ainda estou a aprender.”
A primeira linha da Rhyza ficará disponível esta sexta-feira, 14 de fevereiro, através do site a marca. Os preços começam a partir dos 15€.
Ver esta publicação no Instagram

LET'S ROCK







