Lojas e marcas

Meshmess: a nova marca nacional aposta tudo na cor e em tamanhos oversized

Aos 40 anos, Elisabete Costa largou tudo para se dedicar ao sonho de miúda. Hoje, produz cultura em forma de peças de roupa irreverentes.
Peças únicas, sensuais e andrógenas.

A Meshmess chegou e já está a revolucionar a moda. Mais do que trazer cores fortes, tamanhos únicos e oversized, a nova marca de roupa tem vindo a mudar mentalidades. Tudo porque a sua fundadora decidiu deixar tudo para concretizar um sonho de miúda.

“Licenciada em marketing, aos 40 anos, com uma vida confortável, percebi que não era feliz a trabalhar naquela área, nem realizada”, começa por nos contar a própria Elisabete Costa. “Resolvi abandonar tudo a nível profissional e dedicar-me à paixão que tenho desde sempre: a moda”.

Com uma “ideia maturada” em conjunto com o seu parceiro Pedro Israel, em janeiro de 2022 comprou o domínio, e “em tempo record” lançou a marca. “O dia do lançamento não foi marcado, mas parece que não foi por acaso”. 13 de maio, “o dia de Nossa Senhora e um mês muito especial para mim”.

O nome também ele foi pensado ao detalhe por Pedro, o gestor da marca de 46 anos. “Mesh é uma matéria-prima feita em malha e mess é confusão em inglês”. Além de ficar “muito bem sonoramente”, representa “a mistura de tecidos e materiais” característica da etiqueta.

Esta é, então, uma marca diferente, potente e colorida, “tal como a vida o é”, garante a empreendedora de 41 anos. Isto porque Elisabete quis trazer para o mundo uma Mesh que “é, sobretudo, para as mulheres” e não para ela mesma.

O objetivo é que as pessoas consigam identificar as peças da Mehsmess sem tocar nelas, sem precisarem de ver a sua etiqueta. Pela sua unicidade, não deve ser difícil. Todas têm um apontamento de cor, tamanho único e oversized. O “estilo andrógeno, confortável, mas sensual e fora da caixa”, diferenciam-nas e fazem com que “quem as usa se sinta especial”. 

E é exatamente isso que Elisabete quer com a sua marca. Não é estilista, nem costureira. Criativa, o que sabe “aprendeu com a vida”, mas diz aspirar empoderar mulheres. Por isso mesmo, veio para preencher uma lacuna do setor da moda e fazer peças que tanto servem “a uma menina XS, como a uma XL”, garante. “O que não significa que tenha sempre o mesmo artigo em todos os tamanhos”. Isto porque, “se algo não ficar bem ou não favorecer um tipo de corpo, não faz sentido fazê-lo, já que a intenção é mesmo elevar cada um”.

Afirma-se como uma marca muito social, onde não faltam detalhes e o toque permanente da etiqueta. As zonas do peito e costelas, “por serem as escolhidas muitas vezes para tatuagens mais sensuais”, são pensadas para revelar esses pormenores. O vermelho e rosa são as duas escolhas de eleição, que combinam com amarelos, verdes e azuis, dando forma a peças de roupa divertidas e cheias de vida.

Aqui, não há, porém, o desejo de vender muitas à mesma cliente. “O nosso objetivo é quebrar o consumo e educacioná-lo”, diz-nos. “Queremos que a nossa cliente perceba que pode usar a mesma roupa em ambientes diferentes”. Para isso, só avança com uma ideia, depois de a testar em cinco contextos do dia-a-dia. Pelo mesmo motivo, Elisabete garante não pensar em coleções. “Criamos peças, cápsulas, que combinam entre si por puro acaso”.

Declaradamente “uma pessoa feliz com a felicidade dos outros”, a fundadora do projeto abre as portas da sua marca para que todas as peças possam ser conjugadas com algumas de outras marcas — “é assim que crescemos”, assegura.

No mote está também presente a preocupação com a sustentabilidade. A Meshmess é uma marca 100 por cento portuguesa que “trabalha com o desperdício”. Isto é, utiliza matérias-primas de qualidade que já foram usadas por outros negócios. O resultado final dá origem a peças exclusivas e únicas. “Se um certo material só der para três unidades, mas eu considerar que faz sentido fazê-las, eu avanço”.

Feitos para um alvo médio alto, os preços dos artigos variam e “rondam em média entre os 180€ e os 200€”. Considerados elevados por alguns, Elisabete garante-nos que esta não é, contudo, “uma forma gananciosa de ganhar dinheiro”. “Produzir em Portugal é caro e faz todo o sentido, para mim, pagar para valorizar esse trabalho”.

A empreendedora trabalha tanto com confeções, para produzir em grande número, como com ateliers, quando as peças são mais pormenorizadas ou têm algum detalhe mais exclusivo. Ao interior é dada uma atenção especial, já que “é o que está em contacto com a pele”. O monograma com o logotipo idealizado por Pedro é exclusivo.

O que foi pensado inicialmente para ser apenas uma marca de t-shirts, conta hoje com casacos, vestidos, tops, calções, sweater e saias de tule. Todos os artigos podem ser encontrados na loja online e na Noventa y Cinco, “a loja mais bonita da cidade” — uma pop-up store em Vila Nova de Famalicão, local de onde Elisabete tem origem.

Nos planos, “não há a nenhuma intenção de criar uma loja física”, mas sim de continuar a produzir em Portugal e de manter a internacionalização da marca. Sim, porque a Mesh é feita no País para o Mundo, com foco nos mercados internacionais, nomeadamente para os países da Europa do Norte, como a Suécia, a Finlândia ou a Holanda.

Elisabete Costa afirma que irá continuar a produzir cultura e se hoje é ela “que anda atrás dos fornecedores, daqui a uns tempos haverá um twist” e serão eles a procurá-la. O feedback positivo que tem vindo a receber é já uma prova desse vislumbre. Hoje, espera “conseguir parcerias e sinergias com outras marcas”.

Carregue na galeria para conhecer melhor esta nova marca que é inspirada no gosto pessoal da especialista em e-commerce e na crença de que a vida é mais viva preenchida de cor.

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