Lojas e marcas

Na Doze nada se perde. Sobras de tecido de roupa desportiva foram transformadas em biquínis

A marca, que nasceu inspirada em desporto, encontrou uma oportunidade de evitar o desperdício e criar modelos de swimwear para diferentes corpos.

A história da Doze nasceu antes de existir uma marca. Começou num campo de voleibol, onde Maria Beatriz Ferreira, hoje com 28 anos, joga desde os nove. Foi como atleta que começou a reparar naquilo que faltava nas roupas de desporto: precisavam de ter “bolsos e ser mais ajustáveis”, assim como existir uma maior variedade de tamanhos e cores. A partir destas necessidades criou a etiqueta nacional que, dois anos depois, transformou o tecido das peças numa coleção de swimwear.

A Doze nasceu a 12 de maio de 2024 e começou por criar propostas desportivas pensadas para serem funcionais, confortáveis e adaptáveis a diferentes corpos. O nome escolhido para a marca também tem uma ligação direta à sua história: é o número que utiliza enquanto jogadora de voleibol.

As peças são produzidas pela própria Maria Beatriz, formada em Design de Moda, num pequeno atelier em Leça da Palmeira de onde é natural. Na linha de desporto, a personalização é uma das principais características: as clientes podem escolher, dentro dos modelos disponíveis, os tecidos, os tamanhos e outros elementos que procurem.

Entre as propostas, a saia-calção tornou-se um dos bestseller da marca. A praticidade do modelo, que permite maior liberdade de movimentos durante os treinos e atividades desportivas, aliada ao detalhe dos bolsos, acabou por conquistar muitas clientes.

E foi precisamente a sobra de tecidos destas produções que levou a marca a entrar num novo setor. Maria Beatriz tinha ainda várias malhas disponíveis e, antes de investir numa nova coleção desportiva, surgiu a ideia de lhes dar uma nova utilização. Juntamente com a colaboradora que a acompanha na área do marketing, percebeu que os materiais poderiam ganhar uma nova vida em modelos de praia.

“Como somos uma marca pequena, decidimos criar roupa de banho, porque tínhamos ainda muitos sobras de tecido”, conta à NiT. A ideia passou, assim, por aproveitar os materiais que já tinham em vez de os deixar de lado. “Foi a maneira que nós encontrámos de conseguir reaproveitar”.

A escolha pelo swimwear não foi aleatória. As próprias características dos tecidos, com elastano e adequados a peças que acompanham e se adaptam ao corpo, conduziram à decisão. “Os únicos modelos de tecido que davam para fazer teriam de ser mesmo os biquínis”, explica.

A coleção foi lançada a 4 de junho e é composta sobretudo por biquínis e apenas um fato de banho. Apesar da mudança, dos campos desportivos para os areais, as preocupações que estiveram na origem da Doze mantêm-se. “O nosso foco principal é o máximo de conforto”, sublinha a fundadora. A lógica foi transportar para estas novas peças aquilo que já procurava proporcionar com a roupa desportiva.

Os tecidos utilizados têm elasticidade e tecnologias que permitem acompanhar os movimentos, sem constrangimentos e apertos. Alguns incluem secagem rápida e proteção UV50+, características que já faziam parte da identidade técnica da marca e que agora ganharam uma nova função.

A Doze trabalha com malhas de poliamida e elastano, incluindo opções com diferentes texturas, desenvolvidas para moldar a silhueta. Há ainda várias cores disponíveis, mantendo a aposta da marca em tons mais vivos, como rosa, laranja, e azul. 

É nos cortes que a preocupação com o conforto mais se evidente. A coleção inclui diferentes modelos de biquínis, desde propostas triangulares a versões em barra, com diferentes formatos para responder aos vários corpos e gostos. Há opções mais simples e outras pensadas para quem procura uma maior cobertura.

Um dos exemplos é a cueca de cintura subida, que se tornou numa das peças mais procuradas pelas clientes. Com um drapeado à frente e corte pensado para esconder mais a zona da barriga. “Também são procurados por pessoas mais velhas. Por tapar a barriga e ter um drapeado à frente, as pessoas gostaram muito”, conta a fundadora.

 
 
 
 
 
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Entre os modelos disponíveis estão o Wave e o Oceana, vendidos por 40€, e propostas como o Pure, Breeze, Aurea e Essenza, por 36€. Pode encontrá-los no site da marca, com a parte de cima separada da cueca, possibilitando combinações próprias e tamanhos diferentes entre as duas. 

A versatilidade também foi pensada em alguns dos modelos de cima. “As pessoas ficam na dúvida, não querem um cai-cai, mas querem colocar uma alça, e fica logo diferente”, explica.

A ideia de criar peças que se adaptem a diferentes corpos acompanha a Doze desde o início. Por isso, embora existam tamanhos standard, a marca consegue fazer alguns ajustes quando necessário. É o caso, por exemplo, de clientes que precisam de tamanhos diferentes consoante a sua estrutura corporal. “Se há uma pessoa que tem mais peito, mas que tem uma cintura muito fina, pode vir ter connosco que ajudamos”, exemplifica Maria Beatriz.

Assim, o lançamento teve também um impacto positivo na visibilidade da marca. “Com a parte dos biquínis, ajudou muito também a ser conhecida a roupa de desporto”, revela a fundadora. Depois da estreia, Maria Beatriz já pensa continuar a apostar nesta área, investindo em novos materiais nas próximas coleções.

A dimensão reduzida do projeto ajuda a explicar a aposta numa produção mais próxima e numa relação direta com as clientes, feita sobretudo através do Instagram e do WhatsApp. A marca junta, assim, as duas grandes paixões da fundadora: a moda e o desporto. A ideia passou sempre por criar peças funcionais, com tecnologia e conforto para diferentes tipos de corpos. 

Carregue na galeria para conhecer algumas das peças disponíveis e o trabalho handmade desenvolvido pela fundadora.

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