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Não resiste a looks matchy-matchy? Já chegaram as sapatilhas da Sanjo para os miúdos

A marca nacional continua a expandir a oferta. Desta vez, lançou modelos especiais para pais e filhos andarem a combinar.
"A Sanjo já não é só para crescidos"

A Sanjo ocupa um lugar especial no coração dos portugueses. Entre os anos 20 e 70, todos conheciam a etiqueta nacional e sonhavam comprar um par do modelo desportivo. Depois de regressar ao mercado, em 2019, a insígnia tem vindo a expandir a sua oferta. Primeiro, com uma coleção de vestuário, agora com a entrada no segmento infantil, a 28 de fevereiro.

“Em 2023, como celebramos 90 anos, a nossa ideia é manter o espírito da marca aceso para as próximas gerações. É a altura certa para perpetuar a etiqueta através de uma edição comemorativa para os mais novos”, explica à NiT Hélder Pinto, administrador da Sanjo. A oferta da marca “já não é só para os crescidos”, frisa.

O lançamento concretiza um desejo expresso pelos clientes, “que pediam muito”. Contudo, a ideia já andava a ser discutida pela equipa da M2BEWEAR, que adquiriu a marca em 2019. O primeiro desafio empresa bracarense que assumiu a responsabilidade de reformular o negócio foi refletir a identidade cool e arrojada da Sanjo se refletisse nas propostas para os miúdos.

“Nesta fase inicial, começámos com uma extensão da nossa coleção principal para fazer um match”, continua. “Os modelos para adultos não têm género. Os pais e as mães podem andar a combinar com os filhos — um dos principais pedidos.”

As novas propostas são mais divertidas, mas têm tudo a ver com o ADN da marca. Por enquanto, apostaram nas sapatilhas em oito cores — amarelo mostarda, vermelho, lavanda, verde, azul, nude e preto. A estes tons juntam-se os padrões vichy e mármore, que surgem em modelos icónicos como o V100 ou V200.

Contudo, as novidades não se ficam por aqui. A Sanjo também desenvolveu uma parceria com a Wolf and Rita, uma marca portuguesa de roupa infantil, “que tem pouca expressão cá, mas opera em vários países e tem forte dimensão internacional”. A colaboração deu origem a mais três opções tendo como base os modelos K100 e K200. As versões black garden, red heart e pattern mint apostam tudo nos estampados e combinam com o vestuário da insígnia.

Os tamanhos entre o 24 e o 34 contam com fecho velcro. A partir do 35, passam a apostar apenas nos cordões. “Temos muita gente com filhos e sabemos que o velcro é muito mais prático, por vezes, até para os adultos. Precisamos avaliar a aceitação”, conclui.

O percurso da Sanjo

Lançada em 1933, pelas mãos da Companhia Industrial da Chapelaria, uma empresa que se dedicava (até então) a produzir chapéus, a marca nasceu num país fechado ao mundo exterior. Durante décadas, o seu modelo desportivo feito em lona tornou-se no par de eleição de todos os portugueses. Dificilmente encontrava alguém que não tivesse um exemplar no armário.

Com a queda da ditadura, em 1974, a Sanjo não foi capaz de fazer face à concorrência e a empresa acabou por encerrar a atividade cerca de 20 anos depois. Em 2010, a marca fez a sua primeira tentativa de retorno e mudou a produção de Portugal para a China. No entanto, esta estratégia fez com que a qualidade dos produtos baixasse e o relançamento caiu por terra.

Nos últimos três anos, a missão passou por limpar a imagem deixada pelo seu anterior dono. Devido ao legado tão vincado, a nova administração tentou trazer muitos elementos da Sanjo antiga, com um arquivo tão rico. Quando foram criados os modelos skater, em território nacional, a aceitação dos clientes foi muito positiva.

Em fevereiro de 2022, Vitor Costa, diretor criativo da Sanjo, explicou à NiT quais estavam a ser as dificuldades da empresa: “Costumo dizer, quase em tom de brincadeira, que a Sanjo é um velhinho com quase 90 anos que durante um período de tempo foi muito maltratado”. Apesar de notar algum mal-estar no início desta nova vida, acrescenta: “A partir do momento em que fizemos o primeiro editorial, a nossa imagem passou a ser mais cuidada”.

“Estivemos focados no mercado ibérico. Quando comprámos a marca, foi esta a nossa abordagem”. Porém, Hélder explica que, em 2023, começam a dar os primeiros passos internacionais. “O objetivo é levar os modelos aos quatro cantos do mundo”.

Depois de participarem em várias feiras internacionais, e com presença em vários espaços multimarca e centros comerciais, a Sanjo tem ainda mais planos para este ano. Um deles inclui a abertura da primeira loja de rua, durante a primavera, juntamente com o lançamento oficial da coleção para miúdos — que já está disponível no site da marca.

Carregue na galeria para descobrir os modelos para os mais novos, com preços que variam entre os 65€ e os 97€.

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