Lojas e marcas

No novo salão de unhas em Lisboa, a beleza serve-se com sushi e champanhe

No Executive Nails a experiência é levada muito a sério — e até há um serviço que vai buscar as clientes a casa.
O conceito já existe há cinco anos.

“Quando chegámos, todos os salões saíram da zona de conforto. Criou-se um novo standard.” Anna Karina de Sousa não esconde o orgulho no império que criou em Moçambique, país que a viu nascer e crescer. Sempre acreditou que, mais do que a manicure, um salão de unhas devia ser um espaço de convívio e bem-estar.

Em 2019, após fazer uma formação a Portugal, a empreendedora de 45 anos arriscou e abriu um salão em África. Nascia assim o Executive Nails, que acabou por se tornar conceituado entre os beauty lovers. “Hoje em dia já ninguém abre [um negócio] sem pensar no que fazemos”, conta a fundadora à NiT.

O interesse pela manicura surgiu durante a infância. Tudo começou devido à necessidade de arranjar uma solução para o vício de roer as unhas. A arma principal foram as dezenas de vernizes, bases e top coats que colecionava. Sempre adorou ver mãos bem cuidadas e foi por isso que decidiu investir nessa área.

Após cinco anos a construir a reputação em Moçambique, Anna trouxe o Executive Nails para Portugal. O espaço abriu em abril, no Saldanha, em Lisboa, e oferece uma experiência de manicura e pedicure em que o serviço é acompanhado por champanhe, sushi e tablets ou iPads, para que possam passar horas num spot “com um toque de luxo”.

“Sempre que vinha cá, percebia que havia uma lacuna em termos de acolhimento dos clientes. Decidi criar um espaço com todo este nível de requinte, detalhe e atendimento personalizado”, explica a fundadora à NiT. “Apesar de o País ter uma boa mão de obra, nunca tinha visto um conceito assim.”

Um dos diferenciais é o serviço de drop-off. Anna dispõe de um carro para ir buscar e levar as clientes a casa após a sessão, “porque a parte do estacionamento é muito difícil”, explica. E quando entram pelas portas do salão, é como se nunca tivessem saído da sala de estar: podem ver séries nos dispositivos eletrónicos, beber um copo ou pedir um aperitivo.

Antes de abrir portas, Anna já tinha desenvolvido uma série de parcerias com restaurantes de sushi ou outros locais com saladas frescas. Há ainda colaborações com marcas de acessórios para as unhas, por exemplo, e já há negociações para receber outro tipo de oferta que vai além dos cuidados com as mãos.

No entanto, todos os vernizes têm assinatura da fundadora, que lançou a sua própria linha juntamente com o primeiro espaço da empresa. As dezenas de referências com cores para todos os estão ordenados e expostos no nicho circular que divide a área da receção e a zona VIP das clientes.

Anna é a fundadora do espaço.

À semelhança do salão em Moçambique, a decoração é marcada por uma paleta em tons de branco e rose gold, para transmitir sofisticação. Das poltronas aos bancos, todos os móveis foram desenhados à medida em Lisboa com o apoio da designer de interiores Maria Guerra.

Neste mundo encantado da beleza, a equipa formada por sete trabalhadoras — vindas de países como Moçambique, Brasil ou Venezuela — aposta na simplicidade. “A maioria das nossas clientes são mulheres executivas que preferem o minimalismo, mas gostam do requinte. Mas temos algumas pessoas que pedem algo mais diferenciado.”

Além da manicura e da pedicure, o Executive Nails oferece ainda um serviço de sobrancelhas com linha e cera, depilação a laser e, em breve, vai incluir maquilhagem. “É uma espécie de três ou quatro em um”, explica. Enquanto as mãos estão entregues a uma profissional, pode-se fazer uma massagem ou aplicar sombras nos olhos ao mesmo tempo.

“Estamos sempre a inventar alguma coisa diferente para o cliente, para poder passar duas horas distraída e entretida”, refere. “Todas as semanas temos iniciativas como a Happy Friday [uma espécie de Happy Hour] e há sempre músicas escolhidas a dedo para acompanhar o tratamento escolhido.”

Os planos passam agora por tornar este conceito num franchise internacional com a entrada no mercado europeu. “É a primeira [abertura] de muitas”, frisa Anna, que se vai continuar a dedicar à linha de vernizes e à venda da marca em separado.

Por enquanto, “o objetivo está cumprido: não é um salão de unhas normal e as pessoas compreendem e apreciam o conceito”, conclui. Se em Moçambique já se tornou uma referência entre clientes e profissionais, a promessa é a mesma na capital portuguesa: querem que todos os olhos fiquem postos nesta Executive Nails.

Carregue na galeria para ver mais imagens do espaço e conhecer melhor o conceito.

 

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Conde de Redondo, 2C
    1150-184 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Segunda-feira a sábado das 10h às 20h

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