Lojas e marcas

Noon: o primeiro cabeleireiro orgânico da Margem Sul só tem produtos italianos

Elisabete viveu e trabalhou em Milão durante duas décadas. Voltou para Portugal para “curar o couro cabeludo” das clientes.
Elisabete viveu mais de 20 anos em Itália.

Quem entra no Noon, rapidamente percebe que está num local amigo do ambiente. Os clientes não sentem que estão a entrar num cabeleireiro, mas num refúgio onde podem mudar o visual. Há madeira natural e plantas por todo o lado. “A ideia é criar uma pequena floresta aqui dentro”, explica à NiT Elisabete Medina Da Veiga, a fundadora.

A profissional de 48 anos abriu o primeiro salão totalmente orgânico da Margem Sul, em dezembro de 2022. No espaço em Sesimbra, , o número de plantas continua a aumentar para “para se notar que não é um cabeleireiro clássico”. Lá dentro, os cabelos são tratados com base no saber de quem passou duas décadas a trabalhar em Itália.

Após ter tirado o curso de cabeleireira em Portugal, Elisabete mudou-se sozinha para Milão, quando tinha 19 anos. Embora conhecesse pouco a língua, tinha família no país que a acolheu e, três dias depois, começou a trabalhar num salão com muitos clientes internacionais, em 1994.

“Nesta altura, tive sorte porque atendi a diretora de uma escola de cabelos americana [Pivot Point]. Tinha mais conhecimentos do que eu e decidi inscrever-me”, acrescenta. “Quando terminei o curso de cinco anos, precisavam de criar um grupo novo, para abrir sede em Milão, e propôs-me colaborar como formadora.” Nos anos seguintes, assimilou tudo o que foi aprendendo sobre produtos orgânicos e descobriu “um mundo novo”.

Só em 1999, ano em que o filho nasceu, optou por voltar a trabalhar apenas em salões. Em 2022 decidiu voltar para Portugal: “A pandemia acelerou a ideia e, neste momento, vejo um ótimo crescimento económico no País.”

Está cheio de plantas.

Quando regressou após 27 anos fora, escolheu uma localização longe dos centros urbanos, a 30 minutos de Lisboa, mas onde nota um interesse no segmento biológico e vegano. Além disso, tinha a oportunidade de criar o primeiro espaço na Margem Sul com este tipo de propostas, até então só presentes na capital.

Elisabete optou por continuar a usar os produtos que já conhecia. “Apesar de gostar do que é feito em Portugal, a gama de produtos não é tão rica” a nível de tratamentos capilares. Para todos os serviços usa a marca Oway, muito conhecida em Itália, e que está aos poucos a chegar à Península Ibérica, embora seja difícil de encontrar.

A linha tem como base óleos essenciais e plantas puras de produção agrícola, cultivadas na cidade de Bolonha. Sem corantes, parabenos ou fragrâncias, todos os produtos vêm em garrafas com a possibilidade de refill — as pessoas podem comprar, voltar e encher novamente a embalagem.

Esta filosofia dá resposta ao principal objetivo do Noon: “Quero sobretudo curar o couro cabeludo com bons produtos, dando um toque especial”, reforça. Por isso, o atendimento visa melhorar, proteger e manter o cabelo tratado e saudável.

Outra das preocupações, é a personalização, “que é o que mais está em falta. Não quero que todos [os clientes] saiam iguais. Tento entender a personalidade da pessoa e perceber o corte que mais se adapta ao seu estilo.”

Quanto aos valores, os preços do corte feminino variam entre os 38€ e os 50€ e o valor do corte masculino é de 27€. Pode ainda optar por secagem entre 15€ e 24€, alisamentos entre 70€ a 90€, permanentes entre 50€ e 70€ e colorações entre 35€ e 50€ — o custo depende do comprimento.

Se quiser visitar o Noon, o salão está aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados das 9h30 às 15h. Está situado no número 1 da Travessa do Cruzeiro, em Santana.

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