Lojas e marcas

Novos sapatos nacionais revisitam um clássico masculino dos anos 90. Esgotaram num mês

Os modelos em pele da Olie são inspirados nos pares náuticos. Todas as coleções são de edição limitada.
Um desenho clássico com um toque moderno.

“Umas boas meias e um bom par de sapatos fazem sempre a diferença.” Rui Costa, de 33 anos, cresceu a ouvir o avô repetir esta frase como um lema de vida. Nos pés, o patriarca tinha sempre um dos pares de sapatos de vela — ou náuticos, como eram conhecidos antigamente — que não dispensava no seu dia a dia.

A verdade é que o neto herdou o gosto pelos modelos clássicos. Após vários anos a trabalhar como diretor industrial numa das maiores marcas europeias da indústria do calçado, o empresário percebeu que queria lançar um projeto que homenageasse um design intemporal.

A Olie nasceu em dezembro, com sapatos de couro “para cavalheiros sofisticados”. O nome é o diminutivo de Oliveira, em referência ao apelido do avô do fundador, e o catálogo é composto por propostas que dão um toque moderno aos modelos mais tradicionais.

Rui não está sozinho no projeto. Ao seu lado tem a esposa Francisca Machado, 32, que trabalha no mundo da moda há mais de 10 anos e partilha a paixão pela arte do bem-estar. Os amigos Jaime Abreu e Valéria Ferreira ajudam com a distribuição e o marketing da etiqueta.

Alguns essenciais.

Decidiram apostar no segmento masculino devido à qualidade e à quantidade de oferta. “Ao contrário das mulheres, que têm milhares de opções, os senhores vão a uma loja e não encontram grande variedade. Regra geral, só se encontram opções que custam mais de 200€ ou modelos baratos sem qualidade”, explica.

O principal objetivo da Olie é colmatar a lacuna que identificou no mercado. Tudo começou a seleção minuciosa das peles, processo que levou um ano. A fase seguinte incluiu a escolha do modelo clássico a que fizeram algumas alterações ligeiras. “É possível ver [a diferença] no desenho, mas percebe-se ainda mais quando se usa e sente o material.”

À semelhança da parte externa, o interior também é revestido em pele para ser mais confortável e a borracha da sola é natural. Apesar das semelhanças com o modelo conhecido como “sapato de vela” tradicional, trata-se de uma proposta mais prática e respirável.

“O nosso cliente é sofisticado, mas mantém alguma casualidade no seu estilo formal. E este modelo tanto pode ser usado numa reunião de trabalho como no dia a dia, com roupa mais moderna”, frisa. “É um ícone que reflete força, classe e confiança.”

A produção dos modelos é 100 por cento nacional, mais precisamente numa fábrica em Vizela. Rui destaca o “conhecimento técnico e de engenharia” do setor do calçdo no nosso País, sendo a escolha de marcas de internacionais de renome, como a Timberland, por exemplo.

“Queremos ter coleção uma cápsula com pares exclusivos, mesmo que o valor fique acima da média. Assim, conseguimos que o cliente sinta que tem algo especial”, destaca Rui, que pretende alargar o catálogo a mais cores além das opções neutras, como o preto, o castanho e o cinzento.

A próxima coleção terá um número muito limitado de exemplares. Na primeira, começaram por produzir apenas 300 modelos para testar o mercado. Contas feitas, acabaram por produzir o dobro. A linha esgotou em cerca de mês e meio.

Atualmente, os Olie estão à venda numa loja parceira em Famalicão, a Paulo Gomes, e através da página de Instagram da marca. O site oficial será lançado antes da chegada dos novos modelos ao mercado. 

Carregue na galeria para descobrir os sapatos da marca. Cada par custa 85€.

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