Lojas e marcas

Os biquínis da Ginga são inspirados na sensualidade das praias brasileiras

O objetivo da marca de swimwear é trazer a vivacidade dos areais do Rio de Janeiro para a costa e para as praias portuguesas.
Não há outra forma de viver o verão.

O gingado, no Brasil, refere-se a movimentos de dança ao som dos ritmos que fazem parte da cultura musical do país, como o samba e o pagode. Foi aí que a Ginga, uma nova marca nacional de swimwear, se inspirou não só para definir o nome, mas para criar os modelos que trazem essa vivacidade para Portugal. Foi lançada a 10 de maio, mesmo a tempo dos dias de praia da estação mais quente.

As sócias que se juntaram para desenvolver o negócio são três amigas de infância. Lais Schider, de 29, Maria Santos, de 28 e Luma Tiengo, de 27, seguiram todas por caminhos profissionais distintos. Porém, mantiveram uma ligação forte. Num determinado momento das suas vidas, encontraram-se “a falar a mesma língua” sobre criar uma marca.

“Nascemos no Brasil, perto da praia, e ligar este negócio a Portugal, é algo que fez muito sentido”, conta Lais à NiT. “Mudei-me para Portugal este ano, para dar início às vendas e começar a Ginga. A Maria também mora aqui há muitos anos.”

Antes de chegarem arraiais em solo português, passavam muito tempo nas praias do país onde cresceram. Uma vez que os biquínis brasileiros são bastante diferentes dos que se encontram no mercado europeu, e nomeadamente em Portugal, viram aí uma oportunidade de negócio. Não só porque a procura pode modelos tipicamente brasileiros existe, mas também para irem de encontro às preferências em relação à swimwear da comunidade brasileira no País.

Menos comprimento, mais curvas

Lais acrescenta que quiseram “trazer aquela sensualidade para a Europa, principalmente nas peças da parte de baixo. São menores no Brasil, o corte foca mais as curvas e valoriza o corpo”. As diferenças que entre os modelos brasileiros e europeus têm vindo a diminuir, com um maior crescimento desse estilo nas praias portuguesas. “Há uns anos atrás, só encontrávamos biquínis grandes nas lojas”, sublinha.

Esta intenção de traduzir a identidade brasileira numa peça de vestuário levou à criação de uma oferta “alegre, sexy e confortável, como todo o biquíni deve ser”. A sobriedade continua a ser uma aposta, porque faz parte das preferências de muitas clientes, mas exploraram as cores alegres.

Na primeira coleção, “Girl from Rio”, destaca-se um dos modelos mais populares entre as brasileiras. Chama-se Brasileirinha e a parte de baixo é caracterizada por um laço lateral sob o quadril e pelos triângulos da frente e de trás serem do mesmo tamanho.

Outros modelos incluem apontamentos de estilo vintage. É o caso da fivela de um cinto, uma releitura dos biquínis das décadas de 60 e 70, e de argolas em madeira.

“É uma marca com uma coleção pequena, com biquínis exclusivos que não pretendemos repetir. E não queremos fazer em larga escala. É uma paixão, então vai crescer aos poucos. Não temos pressa. Queremos fazer o melhor e isso exige  tempo.”

A produção é toda feita por mulheres, em Espírito Santo, no Brasil. Existe a intenção de trazer a confeção para a Europa, mas para já irá manter-se no país que inspira a marca. Tudo é feito de forma artesanal, por costureiras, que também colaboram com as fundadoras no desenho das peças.

Todos os biquínis da Ginga estão disponíveis no site da marca. Os preços oscilam entre os 22€ e os 49€ e os tamanhos entre o S e o XL.

Carregue na galeria para ficar a conhecer a coleção “Girl from Rio”.

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