Lojas e marcas

Os biquínis portugueses da 38 Graus já chegaram às praias do Rio de Janeiro

A coleção da marca nacional tem tido um sucesso estrondoso. Por cá, as propostas estão quase todas a metade do preço.
A temperatura subiu.

Marta Oliveira começou a pensar em criar a sua própria marca de swimwear em 2016. O ponto de partida estava bem definido: fazer uma coleção “que rebentasse com os termómetros”. Daí até chegar ao nome de 38 Graus — se ainda não o ouviu, tem andado desatenta — não foi difícil.

No ano seguinte, foi lançada a primeira coleção com modelos que se adaptavam ao corpo, desde “fatos de banho com costas desafogadas” a “biquínis sem recortes e floreados”. Seguiram-se outras linhas que fizeram sucesso no Instagram e até primeiro espaço físico, em Lisboa, inaugurado em 2022.

Desta vez, a fundadora quis ir ainda mais longe. No dia 12 de janeiro, as propostas da etiqueta atravessaram o Atlântico e chegaram ao bairro carioca de Leblon, no Brasil. “É aqui que encontramos os 38 graus que já nos faziam falta. O verão está de volta”, escreveu a etiqueta na página de Instagram, ao anunciar o primeiro espaço internacional.

A oportunidade surgiu graças à marca brasileira Loja Três, que tem peças expostas na loja em Santos e, por isso, cederam o ponto de venda deles no Rio de Janeiro. Apesar de se dedicar à venda de propostas para todo o ano, como roupas de festa ou para o dia a dia, partilham o mesmo público.

“Já há algum tempo que ambicionávamos entrar no mercado brasileiro, por ter uma sazonalidade diferente da nossa e também pelo tamanho do mercado”, começa por explicar Marta, de 31 anos, à NiT. “Apesar de estarmos cientes do desafio pela concorrência, acreditamos que vale a pena arriscar.”

Apesar da viagem, a marca manteve a identidade jovem, colorida e divertida que a tem caracterizado. No entanto, levaram desenhos novos para o Brasil. Por lá, pode-se encontrar peças com cortes mais vintage e licras mais brilhantes, por exemplo.

“As nossas peças inspiram-se muito no estilo brasileiro, porque sempre foi um dos preferidos das portuguesas que nos procuram”, acrescenta. “Quisemos manter a alma da 38 Graus, então mantivemos os biquínis com padrões desenhados por nós, que marcam a nossa identidade.”

Basta abrir a aba do site dedicada a esta colaboração para perceber a receção: a maioria das peças já esgotou online. “Conseguimos marcar a diferença por sermos uma marca portuguesa, por termos cortes diferentes e que se adaptam a diferentes tipos de corpos”, frisa. “Trouxemos um efeito novidade e inovador, e conseguimos falar diretamente com o nosso público alvo.”

Há muita cor na loja.

Por cá, também é uma boa altura para encher o carrinho de compras. Um dos motivos é o facto de estarem quase todas com descontos que chegam aos 50 por cento, incluindo a coleção de primavera-verão da etiqueta, denominada “Um Gosto de Sol”. Se, normalmente, os biquínis da 38 Graus custam entre 88 e 98€, neste há muitos modelos à venda a metade do valor original. 

Outro dos projetos que as clientes têm elogiado, estreado em 2022, é o Second Life. As clientes também podem dar uma nova vida aos biquínis usados: podem entregar os que já não utilizam e, após uma verificação, serão colocados para revenda a preços reduzidos. Em troca, a marca entrega um vale 30€, válido durante um ano, que pode ser descontado numa próxima compra.

O primeiro passo foi dado e a 38 Graus não se quer ficar por aqui. Marta e as duas sócias, Joana Machado, 33, e Inês Pereira da Costa, 34, estão a canalizar todos os esforços para concretizar os objetivos de expansão internacional. “Não só por outras cidades no Brasil, mas também outros países.

 Carregue na galeria para conhecer alguns dos biquínis e fatos de banho da marca. 

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