Lojas e marcas

Os páreos da Rosalina são para usar em todo o lado (e não amarrotam)

O projeto é uma homenagem à professora das fundadoras. São peças de edição limitada, tamanho único e brilhantes.
Os modelos são todos acetinados.

Numa viagem a Palma de Maiorca, em 2022, Sara Fernandes e Catarina Albuquerque entraram em mais um debate sobre o que levar para a praia. As duas amigas estavam cansadas de usar sempre as mesmas peças, como os tops antigos ou os calções de ganga que se podem estragar, que não combinavam com aqueles cenários idílicos.

Nesse dia, decidiram olhar para as suas raízes. As jovens de 27 anos têm origens brasileiras e cabo-verdianas, respetivamente, e recordam-se de ver as mulheres a usar as khangas, um pedaço de tecido retangular que usavam à volta do corpo, tal como os páreos que conhecemos na Europa.

“Sempre gostámos de biquínis e pensámos que podíamos ter uma [marca], mas já havia muita oferta no mercado. O que estaria em falta”, recorda Sara. “Quando olhámos para a roupa de praia, aquilo que encontrámos não era jovial, com cores vivas ou padrões engraçados.”

A 12 de maio, fundaram a Rosalina com modelos de edição limitada e tamanho único. Leves, práticos e descontraídos, os páreos do primeiro lançamento destacam-se pela paleta de cores vibrantes e pelo tecido fluido com um efeito brilhante.

O nome da marca é uma homenagem a uma professora do ensino primário de ambas, altura em que Sara e Catarina se tornaram amigas, há cerca de 20 anos. Aparecia sempre na escola com uma peça rosa e batom a condizer — um estilo que, bem cedo, inspirou as duas jovens.

Estudaram juntas, mas acabaram por seguir áreas diferentes. Sara formou-se em gestão, Catarina em medicina dentária. No entanto, sempre tiveram vontade de criar algo juntas e fazia todo o sentido que a praia fosse o mote. “Era um programa que fazíamos juntas muitas vezes e onde podíamos ir sem pais.”

Sara e Catarina conhecem-se há mais de duas décadas.

Todos os modelos são feitos de cetim “por ter um ar mais requintado”, acrescenta. Ao contrário da maioria dos modelos feitos de viscose, não amarrotam. Ou seja, podem ser enfiados na carteira ou saco e, mesmo com alguns vincos, “não ficam com um ar tão desleixado”.

Além disso, podem ser usados em diversos contextos. “Vou para a praia com um destes páreos e, no final, posso aparecer num sunset à beira-mar com ele”, explica Sara. “Pode ficar mais curto se dermos uma dobra. Usa-se de várias formas. Há quem prefira usar como vestido.”

Na primeira coleção, optaram por modelos lisas para avaliarem como seriam recebidos pelas potenciais clientes, incluindo por mulheres mais maduras. A Rosalina quer atingir um público de classe média e média-alta, socialmente ativo, que procura opções práticas para as férias, viagens ou outras ocasiões.

Após o desenho dos modelos, a produção das peças começa num atelier local, em Lisboa, que cria os protótipos iniciais. Depois, o resto da confeção desenvolve-se numa fábrica no norte do País.

“Já estamos a planear uma segunda coleção para o início do verão. Estamos sempre a pensar em algo novo”, conclui Sara, que quer opções menos sazonais para manter o interesse dos clientes na estação fria. A única certeza que tem é que serão sempre coleções limitadas com os páreos como base.

Quanto à professora Rosalina, Sara e Catarina tentaram encontrá-la nas redes sociais, sem sucesso. Gostariam de lhe apresentar o projeto, mas a última vez em que interagiram foi há mais de 10 anos. Ainda assim, continua a ser ela um dos alicerces da amizade entre ambas.

Os páreos estão disponíveis na página de Instagram da marca por 60€ cada. O lançamento do site está previsto para breve.

Carregue na galeria para ver mais imagens das peças.

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