Lojas e marcas

Os vestidos de festa glamorosos da MarGGs podem ser feitos à medida — e caem sempre bem

A marca nacional foi criada por uma farmacêutica apaixonada por moda. Até ao momento, só tinha propostas de resortwear.
As peças não marcam as curvas da mulher.

Receber um convite para um casamento, batizado ou qualquer outra festa gera quase um sentimento de pânico. Muitas vezes, as mulheres ainda não guardaram o vestido do Ano Novo no armário e a lista de eventos para os meses seguintes já está a aumentar — e repetir o look está fora de questão. Felizmente, a oferta no mercado de peças dedicadas a ocasiões especiais é cada vez maior.

Após três anos dedicados em exclusivo ao resortwear — ou seja, roupa feita para o clima balnear —, a etiqueta portuguesa MarGGs expandiu a sua oferta. Apesar de ter sido lançada em dezembro, a tempo das festas do fim de ano, a Party Collection foi desenhada a pensar nos eventos do primeiro semestre de 2023.

“No verão passado, as nossas clientes procuravam muitos vestidos de casamento. Como não tínhamos quase nenhuma peça de inverno, pensámos em fazer uma coleção cápsula para ser usada em qualquer estação”, conta à NiT Rita Castro Correia, de 42 anos.

Apesar da popularidade de que gozam, nem todas as mulheres se sentem confortáveis com peças justas e cortes reveladores. Esta hesitação aumenta, por norma, quando a cerimónia é mais formal. Por isso, a fundadora da marca decidiu apostar em modelos que não marcam as curvas, mas que se destacam devido aos pormenores.

“A partir de uma certa idade, as mulheres têm tendência a não quererem ter o corpo marcado. Mas quando procuramos peças que não o façam, raramente têm graça. Tentei juntar a fluidez dos tecidos com algum detalhe que torne o produto único”.

Uma vez que a linha foi pensada para se adaptar a diferentes corpos, as clientes têm a possibilidade de pedir modelos à medida. A etiqueta trabalha com duas lojas parceiras em Lisboa — a LBP Museum, desde o início, e a Feed Concept Store —, com atendimento para quem procura uma das peças no seu tamanho.

O processo é simples: “Chegam à loja, dizem que gostam de um vestido e que querem tirar as medidas. De seguida, fazemos o modelo de acordo com os tamanhos”, acrescenta. “Se for mais complexo, peço para ligarem e combino com a cliente numa das lojas.”

A origem da marca

A agenda diária de Rita divide-se entre a MarGGs e uma farmácia, um negócio familiar que herdou. Licenciou-se em Ciências Farmacêuticas e, aos 18 anos, já trabalhava com os pais no meio de medicamentos — um universo que nada tem a ver com a produção têxtil.

Mesmo sem ter estudado design, a moda sempre fez parte da vida da fundadora. “Em miúda, já desenhava e fazia os meus próprios vestidos. Mas só há pouco tempo é que despertou a vontade de tentar lançar a minha própria marca,” explica, sobre a etiqueta que fundou em 2020.

A motivação para avançar com a ideia foi o apoio do marido, sem o qual não teria arrancado. “Ele via a paixão com que eu desenhava e sugeria que eu criasse o meu próprio negócio. Isso incentivou-me a fazer alguns cursos e, a partir desse momento, sabia que queria ir em frente com a marca.”

O nome da etiqueta faz referência à família de Rita, o seu principal pilar. As letras representam o nome dos três filhos da farmacêutica — Maria, Gonçalo e Gustavo — que também ocupam a sua agenda. “É o meu quarto filho”, diz sobre a marca.

A escolha da resortwear como principal oferta deveu-se à procura com mais potencial. “Temos um inverno cada vez mais curto, então achei que respondia às necessidades dos clientes. E haviam poucas marcas exclusivas deste estilo de roupa no mercado”, refere.

Além disso, sendo Portugal um País cada vez mais turístico, queria chegar a um público internacional. Com roupas de férias e propostas para a estação quente, consegue chegar a mais estrangeiros, um público com maior poder de compra já que as propostas, muitas vezes feitas manualmente, têm um custo acima da média.

Depois de desenhadas pela fundadora da marca, as peças são feitas num atelier em Lisboa. A farmacêutica conta com várias costureiras para materializarem as propostas que idealizou no papel. “Não gosto de depender das fábricas”, diz.

Quando questionada sobre a gestão do tempo, Rita é assertiva: “Planeio sempre muito bem as semanas. Passo algum tempo no sábado e no domingo a definir os dias seguintes e sou muito disciplinada. Trabalho parte da semana na farmácia e, quando não estou, delego noutras pessoas.”

Neste momento, a farmacêutica já está a finalizar a coleção de verão — um regresso ao resortwear. Pelo meio, vai incluir alguns vestidos estivais que também podem ser utilizados em festas. Devido ao sucesso da Party Collection, a lisboeta também já está a preparar a coleção para a estação fria do próximo ano.

As peças da coleção de festa da MarGGs estão disponíveis no site da marca, com valores entre os 54€ e os 171€. Carregue na galeria para as conhecer.

ver galeria

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT