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Lojas e marcas

Pipe abriu uma Pink House em Lisboa com bijuteria, roupa colorida e decoração

A marca regressou à capital com um espaço maior e cheio de novidades. A maioria dos artigos pode ser personalizada.

Durante umas férias no Alentejo, há mais de 10 anos, Mariana Cintra encontrou um mercado local onde conheceu um homem, que fazia fios personalizados. A ideia de poder criar acessórios especiais para outras pessoas entusiasmou-a de tal forma que não demorou muito a comprar material e a produzir algumas peças.

O plano correu tão bem que acabou por dar origem à Pipe, no final de 2014, e do online passou para o espaço físico. Em 2020, ganhou uma morada na Casa da Guia, em Cascais, e um espaço no Areeiro, em Lisboa — com zona de cafetaria — que fechou portas no final de 2024.

A fundadora, de 33 anos, soube logo que não seria por muito tempo. A marca renasceu na capital com um espaço em São Bento, inaugurado a 20 de novembro, que foi batizado de Pink House. É uma mega casa que junta todo o tipo de acessórios, vestuário e ainda peças de decoração sob o mesmo teto.

“Na altura, o café foi uma oportunidade de negócio, mas o meu foco sempre foi a bijuteria e a roupa”, começa por explicar Mariana, em conversa com a NiT. “Desde que encerrámos, andei sempre à procura de um ponto numa zona mais in, que tivesse tanto turistas como portugueses.”

A empresária estava na Paris Fashion Week quando soube que este espaço de 30 metros quadrados ficou vago. “A loja estava impecável e super clean. Quisemos afastar-nos do rosa total e passar para um cenário mais minimalista onde as peças falam por si. Quem tem vida, cor e padrões são as propostas à venda.”

Mariana tem um mestrado em Urbanismo na Faculdade de Arquitetura de Lisboa, que complementou o seu talento natural para decorar espaços. O ambiente da loja reflete o gosto desta “brasileira de origem e portuguesa de coração”, como se caracteriza. Veio para Portugal com a família quando tinha 13 anos. 

Durante a inauguração.

Como tem mais espaço do que em Cascais, conseguiu ter “o dobro das peças de roupa e muitos mais acessórios”, revela. Já há espaço para muitas carteiras e, no centro, encontramos uma loja apenas com décor. “São coisas com que me identifico e que escolho a dedo. A ideia é que alguém possa entrar e comprar artigos de várias categorias.”

A bijuteria continua, porém, a ocupar o topo de vendas e a ser “a chave de ouro” do negócio, como admite a fundadora. Anéis, brincos, colares, acessórios de cabelo, fitas para os óculos e anilhas são algumas das peças que incluem missangas coloridas, correntes metálicas ou contas em forma de conchas, corações, estrelas e búzios.

Neste caso, a marca permite que os clientes possam escolher as suas opções favoritas, desde o tipo de fio que mais gostam aos pendentes que querem juntar. Há peças já feitas, claro, mas também existe liberdade para que cada pessoa as possa personalizar à sua medida.

Desde o início, todos os acessórios são feitos pela Pipe em Portugal, com exceção dos anéis, que vêm do Brasil. O mesmo foi aplicado às coleções de vestuário, onde encontra várias peças de tamanho único, e às cerâmicas feitas e pintadas à mão, também personalizáveis.

“Como queremos ter peças fora da caixa, não há ali quase nada que seja básico. A coleção foca-se em roupa que as clientes podem levar para um evento”, acrescenta.

Na festa de inauguração, que aconteceu no dia 20, Mariana aproveitou para explorar um conceito que quer alargar na loja. Uma vez por mês, quer reunir a comunidade da Pipe para eventos com serviço de bar e sets de DJ e, de vez em quando, receber alguns workshops, como cerâmica.

Se preferir, também pode descobrir a seleção da marca através do site. Todas as categorias estão disponíveis com preços a partir dos 7€.

Carregue na galeria para ver mais imagens da inauguração, com fotografias de Beatriz Cardoso.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua de São Bento, 277
    1250-026 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Todos os dias das 10h às 14h e das 15h às 19h

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