Lojas e marcas

Pure: a irmã mais nova da Foursoul com peças de formas depuradas que duram uma vida

A etiqueta portuguesa foi lançada no dia 15 de agosto e dirige-se a um público que procura modelos intemporais e confortáveis.
As peças são desenhadas para durar no armário.

Antes da Pure, a nova marca de vestuário portuguesa, lançada a 15 de agosto, já existia a Foursoul. Está no mercado desde 2013 e, com a sua abordagem contemporânea e focada nas tendências, conquistou um público vasto e fiel.

Quase uma década depois, “por uma questão de especificação e de estudo de mercado, decidi introduzir a Pure”, explica Manuel Ribeiro, designer sénior da Foursoul. O profissional trabalha há 40 anos na indústria da moda, nomeadamente em marcas nacionais. A sua experiência passa ainda por desenhar matérias-primas, como tecidos em malha para exportação que, de seguida, são transformados em peças de roupa.

Apoiados nos alicerces do negócio original, decidiram acrescentar um novo membro à família da Foursoul, com características capazes de chamar à atenção de outro tipo de público. A insígnia cria modelos pensados para o armário intemporal da mulher moderna que substituem a constante procura por artigos temporários.

O profissional refere que “a Pure é uma marca sazonal, que não vai trabalhar o pronto-a-vestir”. E acrescenta: “A Foursoul já não tem espaço em Portugal para crescer, então a única hipótese é apostar em coleções para termos mais tempo de produção”.

No primeiro projeto, mantém-se a energia e o apelo da moda flash. Existe, porém, outro público alvo que procura os artigos da nova marca e que podem ser descritos numa palavra: tranquilos.

Roupa dos 20 aos 50

“Quando se pensa em moda, a maior parte da indústria esquece-se que a sua função é servir as pessoas”, refere. E, como tal, existe um número muito diverso de consumidores. Em tempos, as marcas caracterizavam-se de acordo com um segmento etário — dos 20 aos 30, por exemplo. Na Pure, esta distinção não existe: “Atualmente, a abertura em relação à roupa é completamente diferente. Se antes uma pessoa de 50 anos era incapaz de usar calções, hoje em dia essa situação não acontece”.

A forma de contornar esta situação é oferecer vestidos, coletes, calças, saias e blazers que dependam apenas da sensibilidade de cada um. A consciência da marca passa por ignorar o que é considerado correto ser usado por determinada pessoa em função da idade. Como não se guia por tendências internacionais, nem se alimenta de obsessões temporárias, as propostas pretendem conquistar um vasto grupo de mulheres que procuram uma oferta diferenciada.

Manuel explica ainda: “Dada a minha criatividade, tenho muita dificuldade em deitar coisas fora. Sou incapaz de usar uma peça que, daqui a 15 dias já não tenho paciência para usar”. Não pretendem desenvolver uma relação com o seu público baseada na compra por impulso, seguem outro caminho. Querem que as clientes escolham as peças porque podem misturá-las com outras propostas e usá-las durante muito tempo.

“É um projeto em constante evolução, em que as principais alterações vão do fitting ao design das peças. O foco da nova marca tem como bases a forma, as matérias-primas e as cores”, destaca. “A nossa principal inspiração é a arquitetura, as formas depuradas e o conforto devido à qualidade dos materiais para que a peça seja usada durante o máximo de tempo possível”.

A Pure baseia a estrutura das suas coleções em matérias-primas nobres e dá preferência aos modelos lisos, que depois são complementados por uma série de experiências sensoriais, como as texturas. A homogeneidade do catálogo é conseguido sob a orientação de Manuel. Ao seu lado, as designers Lucy e Ana, criam as silhuetas que depois são produzidas no norte do País, onde está situada a sede do grupo.

As peças da marca estão disponíveis no site da Foursoul e os preços oscilam entre os 50 e os 170 euros. Carregue na galeria para conhecer algumas das propostas da Pure.

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