Lojas e marcas

Root: a plataforma portuguesa que junta marcas de moda e beleza locais num só espaço

Lançado a 2 de novembro, o novo marketplace já conta com cerca de 30 marcas registadas e uma tendência crescente de novas adesões.
Uma nova forma de olhar para o comércio local.

Numa indústria que não tira o pé do acelerador, como é o caso da têxtil, existem cada vez mais projetos a prestar atenção à moda nacional. Um dos mais recentes, lançado a 2 de novembro, é um marketplace que aposta no facto do comércio online ser um mercado em expansão para dar espaço a marcas portuguesas que atuem localmente. Intitulada de Root, a start-up não só projeta estes negócios, como tem por missão desenvolver o sentido de comunidade.

Eduardo Lima, de 29 anos, nasceu em Braga e o seu percurso nunca se cruzou com os segmentos da moda e da beleza. No entanto, enquanto trabalhava numa empresa de software, passou a ter um contacto mais próximo com clientes, nomeadamente farmácias locais. “Comecei a perceber as vantagens de criar um negócio e pertencer a um projeto pequeno, porque numa empresa de maior dimensão existe uma distância muito grande do cliente final”, conta à NiT.

Orientado para o consumidor, percebeu que existia uma oportunidade no mercado. Porém, não foi na indústria farmacêutica que se focou, mas nas áreas da moda e beleza. De acordo com o empreendedor, “as farmácias envolviam muita burocracia” e, como ponto de partida, queria algo menos complexo.

A Root foi esboçada como uma aplicação para o telemóvel “que armazena todos os pontos dos negócios”, funcionando em comunidade. Num só espaço virtual, é possível encontrar tanto as pessoas que querem vender artigos nacionais, como utilizadores inclinados para a compra: “Queria democratizar a tecnologia, com todas as funcionalidades de livre acesso e inscrição gratuita. Basta que [o responsável] se registe e insira os seus produtos”, acrescenta Eduardo.

Neste momento, o marketplace conta com 28 marcas registadas, que atuam de norte a sul do País, entre as quais se destacam os cosméticos da Arcadia Natural ou o vestuário da Lemon Rose, Maria Rois ou Fraga Leiria.

Quanto à interação, a plataforma funciona como se de uma rede social se tratasse. Os utilizadores comunicam com as lojas, através de likes e comentários. Graças a este feedback, os negócios têm acesso a informação que inclui, por exemplo, o produto mais visto e as visualizações de perfil.

“Foi uma aposta de risco, porque existem alguns concorrentes neste setor. O que tenho verificado é que não existe uma resposta concreta às necessidades das marcas, que não têm a divulgação necessária”, diz. A Root diferencia-se por permitir que os negócios tenham lojas próprias dentro da plataforma, e também pela forte aposta no marketing que lhes permite comunicarem com todos os utilizadores.

A médio-prazo, o objetivo passa por abranger todos os setores do comércio local. Porém, nesta fase inicial, ainda não faz sentido expandir a oferta: “Quero ser bom no que faço, então estou a cingir-me [a estas áreas]”, realça Eduardo Lima.

Seja proprietário de um negócio ou um potencial cliente, pode aderir à Root de forma gratuita através do site ou da aplicação. Após a venda feita e a encomenda preparada, a Root disponibiliza uma transportadora e trata de toda a logística, realizando a entrega num prazo máximo de 48 horas.

Carregue na galeria para conhecer algumas das propostas da Arcadia Natural, um dos projetos que já estão presentes neste novo marketplace.

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