Lojas e marcas

Santo Sinto: a marca 100% portuguesa de cintos coloridos e originais

Apesar de ter um espírito divertido, a ideia nasceu a partir de um luto que atirou a criadora para um estado depressivo.
São super giros.

Mariana Centeno tem 37 anos, é formada em Estudos Teatrais, mas foi no mundo financeiro que trabalhou entre 2012 e 2019. Funcionária de uma agência financeira, foi viver para Paris em 2014, onde abriu uma sucursal e era responsável de equipa.

Quatro anos depois, em setembro de 2018, regressou a Portugal para viver na sua cidade de infância, o Porto, com o namorado. Passados cinco meses, o companheiro morreu e Mariana deixou o emprego para mergulhar num estado depressivo causado pela perda.

“Foram tempos difíceis, mas curiosamente foi o meu gosto por cintos e cores que me ajudou a ultrapassar um pouco essa fase”, conta a criadora da Santo Sinto. “Após um período de luto, e de me vestir com cores muito escuras, comecei aos poucos a precisar de cor na minha vida. Senti que cada cor me ajudava com um determinado estado de espírito e assim surgiu a ideia de criar esta marca de cintos, um acessório pelo qual sou apaixonada”, acrescenta à NiT.

Primeiro, Mariana pensou nas fivelas, cada uma lhe lembrou depois uma letra e daí partiu para um sentimento que deu origem aos modelos Ofegante, Hilário e Saudade. As cores também têm nomes originais, inspirados nos apelidos das suas melhores amigas. Há o Cereja Silvestre, o Verde da Silva, o Coral da Cunha, Rosa Magalhães, Azul Sereno e Ouro de Melo.

A Santo Sinto nasceu no dia 21 de julho e é agora um emprego a full time de Mariana Centeno. “Tenho também como objetivo que esta marca seja focada nos aspetos social, animal e ambiental. Não dá para criar uma marca atualmente e não pensar no impacto dela. E é por isso que estes cintos são artesanais e 100 por cento fabricados aqui no norte.”

O packaging é 100 por cento reciclado. Todas as estações a marca irá doar 10 por cento das receitas a uma associação sem fins lucrativos. Atualmente, esta percentagem reverte para a Associação Portuguesa de Apoio à Mãe Solteira.

Os artigos são vendidos exclusivamente online e até podem ser personalizados. É possível gravar as suas iniciais e escolher se pretende o fuzilhão (a presilha que entra nos furos) em dourado ou prateado. “Quero que as clientes consigam escolher o cinto perfeito. Sempre tive esse problema, de gostar de vários e acabar por não comprar porque havia um pormenor que não era do meu agrado.”

Mariana Centeno prepara cada encomenda e embrulha cada cinto (119€) pessoalmente, que é depois enviado por correio (6€). “Gosto de imaginar a cliente a desembrulhar e espero sempre que fique com o sentimento do nome da fivela que escolheu”.

De seguida, carregue na galeria e para conhecer os vários modelos de cintos desta marca portuguesa.

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