Lojas e marcas

Scarlett: Inês Maria Meneses lançou uma carteira agenda de edição limitada

Radialista une-se à artista Rosa Diniz para criar peça única com detalhes luxuosos.
Fotografias de Vitorino Coragem.

A carteira de uma mulher nunca é apenas um objeto, é uma caixinha de surpresas que guarda segredos, aventuras e tudo aquilo que possa ser preciso — tanto para um dia banal como para o apocalipse. Juntando esta ideia e outras que foram surgindo pelo caminho, a radialista Inês Maria Meneses lança agora em parceria com a artista Rosa Diniz uma carteira muito especial: a Scarlett.

Voltando um pouco atrás, a relação das duas, que entretanto se tornaram amigas, começou de uma forma casual, quando Inês passeava pela Rua dos Poiais de São Bento, em Lisboa, onde Rosa tem o seu atelier. Nunca tinha reparado naquele sítio, até esse não muito longínquo dia do início do ano.

“Lembro-me de ficar atraída por uma mala vermelha que estava na montra, muito bonita, e então a senhora que estava no atelier convidou-nos a entrar. Começámos a conversar imenso, a descobrir cada peça que lá estava, percebi que era um atelier que trabalhava pele e que fazia tudo rigorosamente à mão. Inclusivamente vi a Rosa Diniz, que é a dona do atelier, a coser malas lindíssimas à mão e fiquei fascinada pela delicadeza dos objetos que ela faz”, conta à NiT Inês Maria Meneses.

O fascínio pelo trabalho da artesã levou-a a regressar uma e outra vez ao atelier para conversar e descobrir mais sobre aquele trabalho tão delicado. “Um dia, ela propôs-me fazermos uma coisa em conjunto.” Foi assim que, partindo de uma ideia que Rosa já tinha — de um objeto que misturava uma carteira com um filofax, embora feito noutras cores e com materiais diferentes —, nasceu a Scarlett. Desta vez, pensada um bocadinho à imagem da comunicadora.

A Scarlett e os seus mil e um detalhes

O nome deve-o ao vermelho escarlate da sua pele, que combina com o rosa, as duas cores do “Caderno de Encargos Sentimentais”, livro de Inês publicado em junho de 2020 e que vai já na sexta edição. Naturalmente, o livro vai também dentro desta carteira, em conjunto com as canetas Bic douradas que acompanham a radialista há vários anos, um batom da marca Estée Lauder, um bloco de notas — com as três coisas a que brinda sempre: amor, saúde e beleza — e separadores serigrafados com frases da autora e produzidos pelo atelier Lavandaria, com quem também colabora regularmente. Tudo isto pode ser personalizado à medida de cada uma e há vários acessórios que podem ser acrescentados também para que a carteira se adapte às necessidades de quem a usa.

“Pensámos em fazer uma coisa muito feminina, que as mulheres tanto possam usar como mala — porque dá para pôr ao ombro —, como à mão ou debaixo do braço numa reunião qualquer porque lá dentro está, de facto, muito papel para tomar notas. Também pode ser uma espécie de diário, é um objeto bastante delicado e muito bonito.”

Cada peça exige um trabalho minucioso e por isso esta vai ser uma edição limitada em que cada carteira é feita por encomenda para cada cliente em especial.

“A Rosa, como em tudo o que faz, gosta muito de ouvir atentamente o que o cliente quer para pensar em conjunto com ela. Vendo o processo todo, é um trabalho que vale a pena. É uma espécie de canivete suíço para as mulheres porque dá para pôr tudo”, sintetiza Inês.

Rose Marie, a tal que conquistou Inês

Desde que começaram a pensar na ideia até que a lançaram ao público, a 29 de abril, passaram cerca de dois meses. Rosa tratou da escolha dos materiais e Inês dos acessórios que lá vão dentro: “Apanhou o confinamento, que foi uma altura ótima para pensar”.

Cada Scarlett custa 270€ e para encomendá-la basta ligar para Rosa Diniz (925 743 596) ou passar pelo atelier e aproveitar para ver todo o trabalho da artista.

Para quem ficou curioso com a história, sim, Inês Maria Meneses acabou mesmo por ficar com a carteira vermelha que chamou a sua atenção em primeiro lugar. Chama-se Rose Marie e é, de facto, atraente.

“Esse objeto foi uma espécie de íman para eu entrar na loja. Não é habitual, malas há muitas, mas aquela para mim tinha qualquer coisa.”

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