Lojas e marcas

Tallisma, a marca que quer tornar-se num símbolo proteção e de resiliência

A fundadora teve de suspender o sonho devido a um problema de saúde mas, agora, quer recuperar a etiqueta.
Um das joias da marca

Na vida, as coisas nem sempre correm como imaginamos. A Tallisma foi um desses casos. Há alguns anos, começou a nascer nos corações e nas mentes de Rita Gomes e Diogo Oliveira, têm 29 anos. No entanto, e por uma série de atrasos e problemas inesperados, só agora é que começou a ganhar verdadeiramente forma.

“Sempre participei em feiras de artesanato, porque sempre foi algo do qual eu sempre gostei. A par disso, sempre tive uma paixão pelas joias e pela moda em geral.” começa por contar Rita Gomes à NiT. “No entanto, só à medida que o tempo foi passando e eu fui crescendo, é que fui notando que as peças que comprava em loja de fast-fashion, não tinham grande durabilidade. Então, aí, comecei a considerar que esse tipo de produtos deveriam antes ser produzidos a partir de materiais mais duráveis como o ouro e prata. Entretanto, também fui notando que a nível de mercado, para homem, não havia grande oferta, e então achamos que estava na altura de dar o próximo passo, e por todas estas ideias e pensamentos em prática”, recorda a fundadora.

Houve no entanto um percalço pelo caminho. Apesar da vontade, e de terem começado a refletir mais seriamente sobre o desenvolvimento da marca, devido a um problema de saúde de Rita Gomes, o projeto teve que ser adiado momentaneamente.

“Em 2018, surgiu-me uma doença autoimune. É uma resposta em que o sistema imunitário vai criando, sem justificação alguma, causando alergias na pele. Tudo isto fez com que acabasse por ter de passar muito tempo no hospital, e em urgências. Isso acabou por atrapalhar um pouco tudo”.

Como seria de esperar, esta questão foi um problema não só na saúde da fundadora da Tallisma, mas também no desenvolvimento da marca. O facto de não ter tanta disponibilidade como a que desejaria para investir na insígnia, fez com que o processo de desenvolvimento se tornasse bastante mais lento, mas não a travou por completo.

“Como ia tendo algum tempo em casa, por causa da minha situação, fui sempre aproveitando o momento para, de forma autodidata ir aprendendo mais”. Assim sendo, lentamente, foram surgindo algumas peças da Tallisma, que eram dadas a conhecer ao publico através das redes sociais.

Atualmente, a marca encontra-se numa nova fase, com uma nova força e energia. Com determinação, Rita e Diogo decidiram que estava na hora de (re)lançarem a Tallisma.

“Estamos agora a apresentar uma nova coleção, com mais pedras e com mais detalhe. Muitas delas são criadas a partir de ideias daquilo que gostamos e não encontramos no mercado, mas nascem sobretudo dos simbolismos que queremos passar. No caso desta nova linha, que é composta por seis peças, segue o conceito de um nómada, ou seja, alguém que não se resigna aos caminhos que lhes são apresentados e procura criar a sua própria trilha. Essa mensagem traduz-se através de símbolos desenvolvidos  a partir de elementos como, por exemplo a cruz — que é o obvio— que está mais associada à fé. Usamos também a rosa-dos-ventos que fala de orientação e determinação das pessoas”.

Todas as peças produzidas pela Tallisma têm como principal matéria-prima a prata e ouro. No entanto, são pontualmente acrescentadas algumas pedras orgânicas genuínas, como a madrepérola o ónix ou a oólita. Além disso, e para garantir a sua qualidade: “Trabalhamos com oficinas artesanais e familiares, tudo feito de forma manual no norte do país“, acrescenta Rita Gomes. 

Atualmente, todas as peças — com preços que podem ir dos 10€ aos 90€ — inclusivamente as da nova coleção, lançadas no dia 19 de janeiro, estão disponíveis para compra no site da marca. No entanto, em breve, a Tallisma tem o sonho de passar a ser vendida em ourivesarias e de se tornar numa insígnia de renome, à qual possam dedicar inteiramente o seu tempo, conforme explica a fundadora.

“O objetivo é a longo prazo depois dedicarmos exclusivamente ao projeto, até porque no meu caso dá-me muito jeito, porque devido à alergia, torna-se mais complicado sair de casa. E trabalhar por conta própria torna-se mais simples”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT