Lojas e marcas

Trinco: a marca nacional de joias com pedras preciosas para usar no dia a dia

O fundador inspirou-se nas safiras do Sri Lanka para lançar um negócio com peças para serem usadas por todos os géneros.
A marca foi lançada a 30 de outubro.

Durante o tempo em que viveu no Sri Lanka, Francisco Andresen Leitão, de 27 anos, encantou-se com a abundância de cor e de pedras preciosas no país. Ao regressar a Portugal, veio com a certeza de que existia espaço para trazer esta riqueza para o mercado nacional e, a 30 de outubro, nasceu a Trinco, uma nova marca portuguesa de joias que pretende transportar os minerais requintados para o dia a dia de cada um.

Sem qualquer background na indústria da joalharia, deu por si a chocar com a área de forma inesperada. Saiu de Portugal em 2017, para estudar gestão em Roterdão, e acabou por arranjar um trabalho na Heineken, que o levou por vários países. Passou pela Holanda e pelo Congo, mas foi quando se mudou para o Sri Lanka, em 2021, que identificou uma nova paixão.

O país é conhecido pela qualidade das safiras. Se olharmos para as jóias da coroa britânica, todas as pedras vêm da ínsula “, explica à NiT. Ao aprofundar o seu conhecimento na história da região, encontrou a solução para um dilema pessoal: “Sempre tive ímpeto criativo, mas nunca tinha encontrado algo que, ao mesmo tempo, tivesse interesse e capacidade”

Durante um ano e meio, a sua experiência passou pelo contacto com um artesão local, que só trabalha com materiais da zona e cria joias feitas à mão. “Foi nesta fase que tive o primeiro embate de trazer esta magia para Portugal, mas baseado num design nacional, porque é tudo criado por mim”.

Em paralelo com o objetivo de democratizar as pedras preciosas, Francisco quer que as peças possam ser usadas por todos — independentemente da idade ou identidade de género. Por isso, as campanhas incluem tanto homens como mulheres, num tom provocativo, e mostram que estas criações não devem ser usadas apenas em cerimónias.

“As pedras preciosas são para sempre. Temos essa ideia apenas sobre a prata e o ouro, mas existe esta reticência sobre os minerais. Tentamos trazer joias em qualidade e tamanho, que não são comuns no mercado nacional, a preços acessíveis”.

A primeira coleção é composta por mais de 40 peças únicas, todas feitas à mão, em ouro de 18 quilates ou em prata 925. Nos adornos, destacam-se as safiras, usadas em peças como anéis, colares ou brincos. As pedras vêm o Sri Lanka, devido à qualidade, e as joias são feitas por um artesão que conta com uma experiência de décadas no ramo.

Cada proposta pauta por dar um toque mais provocador a um setor tipicamente tradicional. Francisco move-se pela arte através do contraste, com uma abordagem clássica em relação ao design, e acrescentando a modernidade através do brilho e da atração oferecida pelas pedras.

“Fazia sendo explorar o tradicionalismo da joalharia em Portugal, muito baseada nas lojas de rua, e com um desenho mais simples, mas com perspetivas de trabalhos de autor e de nicho”, explica. “Trazemos joias que, à primeira vista são consensuais, mas com uma abordagem mais arrojada”. A abertura de um espaço “seria a cereja no topo de bolo”, contudo, nos próximos tempos o negócio vai focar-se no digital. Os planos passam ainda por dar a conhecer a marca em vários mercados, feiras e pop up stores.

Numa fase inicial, a marca vai instalar-se pop-up de Natal na House of Curated, em Lisboa, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, logo seguida do Spot Market em Sintra, nos dias 3 e 4 de dezembro. A etiqueta vai ainda estar presente na nova loja da Mustique, em Santos, num espaço pop-up no último fim-de-semana antes do Natal.

Todas as peças da primeira coleção da Trinco estão disponíveis no site da marca e os preços variam entre os 70€ e os 760€. Carregue na galeria para descobrir as todas as propostas.

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