Lojas e marcas

Veja já produziu mais de 80 mil pares de sapatilhas produzidas em Portugal

Em setembro do ano passado, lançaram o V-90, que agora é feito no norte do País. A marca é uma das mais cobiçadas.
Já chegaram a Portugal.

Estilo retro e moderno, com uma estética old school dos anos 90. É assim que a marca de calçado Veja descreve os novos modelos V-90, lançados em setembro do ano passado. A marca é uma das favoritas das celebridades e influencers — Kate Middleton e Meghan Markle são duas fãs assumidas — e está em todos os feeds do Instagram. O que muitos não sabiam é que as V-90 foram as primeiras sapatilhas da insígnia a serem produzidas em Portugal.

Desde o lançamento da insígnia francesa, em 2004, o fabrico tem sido feito no Brasil. Porém, “surgiu a necessidade de ajustar os níveis de produção e de desenvolver uma segunda cadeia de fornecimento, igualmente consciente e responsável”, explicou a marca esta quinta-feira, 4 de janeiro. Nesse contexto, criaram o Projeto AEGEAN, uma iniciativa cujo objetivo principal é o fabrico sustentável de sapatilhas na Europa.

Em 2023, a Veja iniciou a produção exclusiva do modelo V-90 no norte do País e, até ao momento, já foram produzidos mais de 80 mil pares. Os pares são fabricados com couro de origem europeia, suave e fino, e com uma textura subtil. É curtido em Portugal e requer a utilização de menos corantes, em comparação com o couro habitual da marca.

O forro é 100 por cento poliéster reciclado e os atacadores são 100 por cento algodão orgânico. Neste primeiro lançamento, estão disponíveis três combinações de cores: vermelho, azul e off white. Podem ser encontrados online, por 185€.

A Veja nasceu em 2005, em Paris, e é conhecida por não investir em publicidade e produzir apenas o que vende, uma vez que são defensores da ecologia e da sustentabilidade. O logótipo é simples, apenas com uma tira em forma de V, que em português se lê “vê”. A escolha não foi ocasional — reflete a mensagem que os amigos de infância que criaram a marca pretendem passar: “Olhe além das sapatilhas, veja como são feitas”.

“Significa que é possível dar a volta ao mundo e começar a tornar o comércio justo, para que todos tenham uma um salário recente decente. Dos produtores de algodão orgânico às lojas que distribuem os sapatos”, explicaram na altura Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, os fundadores da marca.

Começaram por trabalhar com as comunidades amazónicas que cuidam da floresta e colhem a borracha para as solas e depois com uma cooperativa de produtores de algodão orgânico, que o cultivam sem recurso a fertilizantes ou pesticidas. O objetivo sempre foi produzir sapatilhas que respeitem o meio ambiente, a justiça económica e de forma totalmente transparente para todos.

Carregue na galeria para ver os novos modelos V-90 produzidos em Portugal.

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