Lojas e marcas

Vendas da Levi’s caíram mais de 60% e a empresa vai despedir 700 funcionários

Esta redução, dizem os responsáveis, é necessária "dadas as incertezas" que a pandemia de Covid-19 colocou sobre a economia mundial.
São as calças de ganga mais famosas do mundo.

O mais recente relatório de contas da Levi Strauss (mais conhecida por Levi’s) mostra que a empresa norte-americana sofreu perdas nas vendas de 62 por cento no segundo trimestre de 2020, que terminou no final de maio. Apesar da quebra nas receitas, o negócio online cresceu 25 por cento no mesmo período, com uma aceleração que aumentou a cada mês: em maio, o aumento foi de 80 por cento. 

Ainda assim, o crescimento das vendas pelo site não foi suficiente para compensar a quebra nas receitas. Para fazer face à crise financeira, a Levi’s vê-se agora forçada a despedir 700 trabalhadores, que representam 15 por cento dos recursos humanos atuais.

Esta redução, dizem os responsáveis, é necessária “dadas as incertezas” que a pandemia de Covid-19 colocou sobre a economia mundial. Com a reabertura gradual dos comércios, os clientes vão voltar às lojas físicas, mas a Levi’s estima que as vendas vão ser “significativamente impactadas” de forma negativa até ao final do ano.

Segundo Chip Bersh, diretor-executivo da empresa, a perda foi de cerca de 322 milhões de euros até 24 de maio. As receitas totais caíram de 1,15 mil milhões de euros, no mesmo período no ano passado, para 441 milhões.

O despedimento de 700 trabalhadores deverá representar uma poupança de cerca de 89 milhões de euros. As reduções vão acontecer por todo o mundo, dizem os responsáveis da empresa. 

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